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Os Feitos de Thomas Sankara

2020.10.16 00:36 DIOgenes_123 Os Feitos de Thomas Sankara

  1. Ele vacinou 2,5 milhões de crianças contra meningite, febre amarela e sarampo em questão de semanas
  2. Ele iniciou uma campanha nacional de alfabetização, aumentando a taxa de alfabetização de 13% em 1983 para 73% em 1987.
  3. Ele plantou mais de 10 milhões de árvores para prevenir a desertificação
  4. ⁠ Ele construiu estradas e uma ferrovia para unir a nação, sem ajuda estrangeira
  5. ⁠ Ele nomeou mulheres para altos cargos governamentais, encorajou-as a trabalhar, recrutou-as para o serviço militar e concedeu licença-gravidez durante os estudos
    1. ⁠ Ele proibiu a mutilação genital feminina, os casamentos forçados e a poligamia em apoio aos direitos das mulheres
    2. ⁠Ele vendeu a frota do governo de carros Mercedes e fez do Renault 5 (o carro mais barato vendido em Burkina Faso na época) o carro de serviço oficial dos ministros.
    3. ⁠Reduziu os salários de todos os servidores públicos, inclusive os seus, e proibiu o uso de motoristas do governo e passagens aéreas de 1ª classe.
    4. Ele redistribuiu as terras dos proprietários feudais e as deu diretamente aos camponeses. A produção de trigo aumentou em três anos de 1.700 kg por hectare para 3.800 kg por hectare, tornando o país autossuficiente em alimentos
    E de novo 10. Ele se opôs à ajuda externa, dizendo que “quem te alimenta, te controla”. 11. Ele falou em fóruns como a Organização da Unidade Africana contra a penetração neocolonialista contínua da África através do comércio e finanças ocidentais. 12. Ele apelou a uma frente única das nações africanas para repudiar a sua dívida externa. Ele argumentou que os pobres e explorados não tinham a obrigação de devolver dinheiro aos ricos e exploradores. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país). 13. Ele forçou os funcionários públicos a pagar o salário de um mês para projetos públicos.) 14. Ele se recusou a usar o ar condicionado em seu escritório, alegando que tal luxo só estava disponível para um punhado de burkinabes 15. Como presidente, ele reduziu seu salário para US $ 450 por mês e limitou seus bens a um carro, quatro bicicletas, três guitarras, uma geladeira e um freezer quebrado 16. Ele próprio um motociclista, ele formou uma guarda pessoal de motociclistas só para mulheres. 17. Ele exigia que os funcionários públicos vestissem uma túnica tradicional, tecida com algodão burkinabe e costurada por artesãos burquinenses. (A razão é se apoiar na indústria e identidade locais, em vez da indústria e identidade estrangeiras) 18. Quando questionado por que ele não queria que seu retrato fosse pendurado em lugares públicos, como era a norma para outros líderes africanos, Sankara respondeu: "Há sete milhões de Thomas Sankaras." 19. Um guitarrista talentoso, ele escreveu o novo hino nacional sozinho 20. Ele renomeou seu país do depreciativo "Alto volta" para "Burkina Faso, a terra de homens íntegros" 21. Sua política externa estava centrada no anti-imperialismo, com seu governo evitando toda ajuda externa, pressionando por uma redução da dívida, nacionalizando todas as terras e riquezas minerais e evitando o poder e a influência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. 22. A administração de Sankara foi o primeiro governo africano a reconhecer publicamente a epidemia de AIDS como uma grande ameaça à África 23. Projetos de infraestrutura e habitação em grande escala também foram realizados. Fábricas de tijolos foram criadas para ajudar a construir casas em um esforço para acabar com as favelas urbanas 24. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país)
    Ele liderou um dos programas mais ambiciosos de reformas radicais já vistos na África. Ele procurou reverter fundamentalmente as desigualdades sociais estruturais herdadas da ordem colonial francesa.
    Essas desigualdades deixaram uma maioria de marginalizados, principalmente rurais, pobres e mulheres, na base da sociedade, muitas vezes sob a exploração de uma minoria de burocratas, empresários, militares e chefes tradicionais. Sankara concentrou os recursos limitados do estado na maioria marginalizada do campo. Quando a maioria dos países africanos dependia de alimentos importados e assistência externa para o desenvolvimento, Sankara defendeu a produção local e o consumo de produtos feitos localmente. Ele acreditava firmemente que era possível para os burquinenses, com muito trabalho e mobilização social coletiva, resolver seus problemas: principalmente a escassez de alimentos e água potável. No Burkina de Sankara, ninguém estava acima do trabalho agrícola ou das estradas de cascalho - nem mesmo o presidente, ministros do governo ou oficiais do exército. A educação intelectual e cívica foi sistematicamente integrada ao treinamento militar e os soldados foram obrigados a trabalhar em projetos de desenvolvimento da comunidade local.
    De acordo com Ernest Harsch, autor de uma biografia recente de Sankara, Burkinabe construiu pela primeira vez dezenas de escolas, centros de saúde, reservatórios de água e quase 100 km de ferrovia, com pouca ou nenhuma ajuda externa. A produção total de cereais aumentou 75% entre 1983 e 1986. Em 1984, seu governo, desafiando o ceticismo das agências doadoras, organizou a vacinação de 2 milhões de crianças em pouco mais de duas semanas. Ele também defendeu a preservação ambiental com campanhas de plantio de árvores e projetos de verde.
    Seu estilo informal de liderança estava em uma categoria própria. Harsch cita um ex-assessor que descreve Sankara como “um idealista, exigente, rigoroso, um organizador”. Essa disciplina e seriedade começaram com ele mesmo. Ele havia sido o primeiro entre os principais líderes a declarar voluntariamente seus modestos bens e entregar ao tesouro dinheiro e presentes recebidos durante as viagens. Harsch cita familiares que disseram que Sankara disse a eles para não esperar nenhum benefício dele porque ele é o presidente. Na verdade, na época de sua morte, seus filhos frequentavam a mesma escola pública, sua esposa estava subordinada ao mesmo emprego de funcionário público e seus pais moravam na mesma casa.
    Sankara desdenhou a pompa formal e baniu qualquer culto à sua personalidade. Ele podia ser visto casualmente andando pelas ruas, correndo ou deslizando visivelmente no meio da multidão em um evento público. Ele era um orador entusiasmado que falava com franqueza e clareza incomuns e não hesitava em admitir erros publicamente, castigar camaradas ou expressar objeções morais a chefes de nações poderosas, mesmo que isso o colocasse em perigo. Por exemplo, ele criticou o presidente francês François Mitterand durante um jantar oficial por receber o líder do Apartheid na África do Sul.
    Livros de Sankara:
    Somos os herdeiros da revolução mundial
    A libertação das mulheres e a luta pela liberdade africana
    Thomas Sankara fala
    Uma citação do livro - "Nosso país produz o suficiente para alimentar todos nós. Infelizmente, por falta de organização, somos forçados a implorar por ajuda alimentar. É essa ajuda que instila em nossos espíritos a atitude de mendigos." -Thomas Sankara
    “A revolução e a libertação das mulheres caminham juntas. Não falamos da emancipação das mulheres como um ato de caridade ou por causa de uma onda de compaixão humana. É uma necessidade básica para o triunfo da revolução. As mulheres sustentam a outra metade da céu. "- Thomas Sankara.
    Sankara é frequentemente referido como "Che Guevara da África". Sankara fez um discurso marcando e homenageando o 20º aniversário da execução de Che Guevara em 9 de outubro de 1967, uma semana antes de seu próprio assassinato em 15 de outubro de 1987
tradução deste comentário no communism
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2020.05.18 16:03 silosenivengo “Coronavirus, quimera, distopía y utopía” (Marat, el comunista sin partido)

«Quimera es que necesites pedir una ayuda al SEPE (Servicio Público de Ayuda Estatal) y no dispongas de ninguno de los sistemas de certificación electrónica -certificado digital, DNI electrónico, [email protected] (para un solo uso, por lo que hay que pedir una nueva clave para cada uso nuevo) y [email protected] permanente-. La odisea que te espera para conseguirlo está a la altura de la de Ulises. Tanto que acabas teniendo que recurrir a tutoriales en vídeo para ver cómo conseguir ese sistema de certificación electrónica. Todo ello para descubrir que no puedes pedir cita online con el SEPE o encuentres que tu situación para solicitar un subsidio no está dentro de los supuestos de los que te informa la web de este servicio.
»Distopia es que haya millones de españoles e inmigrantes cuyos hijos dependan de la caridad para comer, distopía son las enormes colas de nuevos pobres, distopía es que haya seres humanos que tienen que jugarse cada día una gran multa para continuar con sus actividades en una economía sumergida de la que no pudieron salir porque, de otro modo, no pueden sobrevivir.
»Los contenidos audiovisuales que hablan de sociedades totalitarias y policiacas, de destrucciones de la tierra, de pandemia, de apocalipsis, de animales extraños que nos heredarán, luego de acabar con el género humano, del día después de…, más allá del mero entretenimiento, tienen el objetivo de ir generando la aceptación ante cualquier decisión del poder económico y político que nos conduzca a la sumisión de la voluntad o a la acatar la pérdida de libertades ante peligros inminentes.
»Esos son los contenidos que ayudan a justificar a los chivatos policías de los balcones, que explican las comparecencias de militares, guardias civiles y policías durante las primeras semanas en ruedas de prensa que nos explicaban el día a día del coronavirus, que han intentado colocarnos, y en parte lo han logrado, aplicaciones en los móviles dedicados a nuestro seguimiento.
»La utopía es la esperanza para los cristianos que buscan un mundo mejor también aquí. A su lado, no más lejos, los comunistas podemos compartir la fraternidad y la denuncia ante la desigualdad que sufren los desheredados de nuestra clase.
»La COVID-19 no ha creado una nueva crisis. La ha acentuado. Pero creer que el paro actual, la ausencia de recursos económicos, es lo peor que le ha ocurrido a la clase trabajadora es no entender casi nada. Lo que viene ahora es la salida del capital a esta nueva fase de la crisis que ahora le ahoga. Su recuperación, nuestra miseria. En unos meses veremos su actuación.»
http://marat-asaltarloscielos.blogspot.com/2020/05/coronavirus-quimera-distopia-y-utopia.html?m=0
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2019.07.03 01:08 Severianes Martes de... literatura en República Argentina: Libertario era Heinlein, vos sos un pelotudo

Libertario era Heinlein, vos sos un pelotudo

Robert A. Heinlein fue un escritor genial, muy injustamente juzgado por la crítica, fuera del fandom de la ciencia ficción. Tildado de fascista, de anarquista, de hippie, de libertario, en realidad Heinlein era heinleiniano.
Escribió infinidad de novelas y cuentos que podrían clasificarse dentro de la ciencia ficción dura, transformándose en uno de los Grandes Maestros del género, junto a Isaac Asimov y Arthur C. Clarke.
Su novela ideológicamente más chocante es Farnham freehold (Los dominios de Farnham). El protagonista, un americano anticomunista y cristiano, es proyectado varios siglos hacia el futuro por una explosión nuclear, para encontrarse en una sociedad esclavista, racista y antropofágica. El truco es que los esclavos son los supervivientes blancos de un holocausto nuclear, mientras que los esclavistas son los africanos negros que no participaron de la guerra. Estos esclavistas castran a los hombres blancos, se acuestan con sus mujeres, y se comen a sus niños.
Como la novela está narrada acríticamente desde la mirada de su protagonista Farnham, es fácil tildarla de ultraderechista. Solo que no lo es. En una brillante estrategia de provocación intelectual, Heinlein crea un personaje con quien sus lectores americanos de clase media se identifican fácilmente, y luego lo pone en una situación de la que nunca se imaginaron protagonistas.
Otra novela destacable es The moon is a harsh mistress (La luna es una cruel amante). Narra la guerra de independencia de la Luna, poblada por colonias penales donde los países terrestres destierran permanentemente a los delincuentes y a su descendencia. Escrita desde la perspectiva del rebelde, la novela es una descripción minuciosa del arte de la insurrección.
Organización de células subversivas, manejo de la información, política revolucionaria, estrategia de guerrillas. Todo en un escenario de Ciencia Ficción de los 50's, con una atmósfera muy heinleiniana que incluye la liberalidad sexual, y las formas familiares alternativas. Una Luna-cárcel poblada por una mayoría masculina tuvo que inventar formas extrañas de matrimonio, para que la tensión sexual no causara violencia entre los hombres ni cohartara la libertad de las mujeres.
Una novela inolvidable es, claro, Starship troopers (Tropas del espacio). El militarismo de la novela le valió a Heinlein el mote de fascista por muchos críticos cortos de entendederas. En un mundo donde el derecho a la ciudadanía y al voto se obtiene solamente yendo a la guerra, la historia narra una guerra destructiva contra un enemigo incomprensible. Todo desde la mirada de un soldado... ¡argentino! ¡y apellidado "Rico"!
Lo interesante es que, ya en los 60's cuando se publicó la novela, el mundo había olvidado que apenas 50 años antes, el servicio militar era la condición sobre cualquier hombre para obtener el derecho al voto. Condición que sólo desapareció con la masificación del voto femenino.
También es recomendable Time enough for love (Tiempo para amar). La historia de Lazarus Long, un hombre extremadamente longevo, fruto de un programa de cría selectiva de seres humanos.
~
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2019.07.03 01:06 Severianes Martes de literatura en República Argentina: Libertario era Heinlein, vos sos un pelotudo

Libertario era Heinlein, vos sos un pelotudo

Robert A. Heinlein fue un escritor genial, muy injustamente juzgado por la crítica, fuera del fandom de la ciencia ficción. Tildado de fascista, de anarquista, de hippie, de libertario, en realidad Heinlein era heinleiniano.
Escribió infinidad de novelas y cuentos que podrían clasificarse dentro de la ciencia ficción dura, transformándose en uno de los Grandes Maestros del género, junto a Isaac Asimov y Arthur C. Clarke.
Su novela ideológicamente más chocante es Farnham freehold (Los dominios de Farnham). El protagonista, un americano anticomunista y cristiano, es proyectado varios siglos hacia el futuro por una explosión nuclear, para encontrarse en una sociedad esclavista, racista y antropofágica. El truco es que los esclavos son los supervivientes blancos de un holocausto nuclear, mientras que los esclavistas son los africanos negros que no participaron de la guerra. Estos esclavistas castran a los hombres blancos, se acuestan con sus mujeres, y se comen a sus niños.
Como la novela está narrada acríticamente desde la mirada de su protagonista Farnham, es fácil tildarla de ultraderechista. Solo que no lo es. En una brillante estrategia de provocación intelectual, Heinlein crea un personaje con quien sus lectores americanos de clase media se identifican fácilmente, y luego lo pone en una situación de la que nunca se imaginaron protagonistas.
Otra novela destacable es The moon is a harsh mistress (La luna es una cruel amante). Narra la guerra de independencia de la Luna, poblada por colonias penales donde los países terrestres destierran permanentemente a los delincuentes y a su descendencia. Escrita desde la perspectiva del rebelde, la novela es una descripción minuciosa del arte de la insurrección.
Organización de células subversivas, manejo de la información, política revolucionaria, estrategia de guerrillas. Todo en un escenario de Ciencia Ficción de los 50's, con una atmósfera muy heinleiniana que incluye la liberalidad sexual, y las formas familiares alternativas. Una Luna-cárcel poblada por una mayoría masculina tuvo que inventar formas extrañas de matrimonio, para que la tensión sexual no causara violencia entre los hombres ni cohartara la libertad de las mujeres.
Una novela inolvidable es, claro, Starship troopers (Tropas del espacio). El militarismo de la novela le valió a Heinlein el mote de fascista por muchos críticos cortos de entendederas. En un mundo donde el derecho a la ciudadanía y al voto se obtiene solamente yendo a la guerra, la historia narra una guerra destructiva contra un enemigo incomprensible. Todo desde la mirada de un soldado... ¡argentino! ¡y apellidado "Rico"!
Lo interesante es que, ya en los 60's cuando se publicó la novela, el mundo había olvidado que apenas 50 años antes, el servicio militar era la condición sobre cualquier hombre para obtener el derecho al voto. Condición que sólo desapareció con la masificación del voto femenino.
También es recomendable Time enough for love (Tiempo para amar). La historia de Lazarus Long, un hombre extremadamente longevo, fruto de un programa de cría selectiva de seres humanos.
La novela cuenta la historia de su anciano protagonista, pero es básicamente una excusa para elucubrar sobre la libertad, la política, la felicidad, la sexualidad, en monólogos y diálogos que mantiene Long mientras se somete a un tratamiento de rejuvenecimiento.
Y claro, la novela de Heinlein, que hubiera justificado su carrera de escritor incluso si sus otras obras no fueran geniales, es Stranger in a strange land (Forastero en tierra extraña). La historia de Valentine Michael Smith, huérfano terrestre criado por marcianos.
Mike es el hijo bastardo de dos astronautas muertos durante la primera expedición a Marte. Criado por una raza aliena que consideró una necesidad artística la destrucción de un planeta entero, y cuyos individuos se describen como algo similar a un portaaviones. Llega a la Tierra para verse convertido en el hombre más rico del mundo, presa deseada de políticos ambiciosos y predicadores televisivos. Rescatado por un escritor anciano libertario y hippie, y su corte de colaboradores, amigos y secretarias adolescentes.
Stranger in a strange land es una novela icónica de los 60's, y una de las mejores representaciones de la ideología libertaria e individualista de Heinlein. Si vas a leer una sola de las novelas que te recomiendo acá, que sea ésta. Te van a dar ganas de leer las otras.
Cuentos de Heinlein hay miles, no terminaría nunca. Lean All you zombies (Todos vosotros zombis), o vean la excelente película Predestination. Y lean también El hombre que vendió la Luna si quieren ver al capitalismo emprendedor desde una óptica positiva.
Cierro con lo siguiente: en su hermosa saga de Los ocho mundos, el escritor americano John Varley imagina una logia de heinlenianos, de ideas individualistas, humanistas, y libertarias, que se concentran en ignorar cualquier ley humana que no les guste con el único objetivo de llegar a las estrellas. Yo quisiera pertenecer a ella.
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2019.04.08 12:29 NoMeVoyMeQuedo Por qué los barrios pobres no van a votar: la abstención en las zonas más excluidas duplica a la de las más ricas

El barrio sevillano de 'las 3.000 Viviendas', uno de los más empobrecidos de España, fue el que más se abstuvo en las elecciones generales de 2016. Los que más participaron fueron los vecinos del acomodado barrio del Pla del Remei, en Valencia "Es un pez que se muerde la cola: como no votan, los políticos no se interesan por ellos, ellos no se sienten escuchados y vuelven a abstenerse en las siguientes elecciones", explica el investigador Manuel Trujillo BUSCADOR Busca entre las 16 mayores ciudades españolas y comprueba cuál es la renta media del barrio y cuántos votantes se abstuvieron en 2016 Raúl Sánchez 07/04/2019 - 21:37h Compartir en Facebook Compartir en Twitter Norte y sur, este y oeste, centro y periferia o costa e interior pueden marcar las fronteras invisibles de una ciudad. Muchas veces, esos límites no solo señalan las desigualdades económicas sino también políticas. Vivir en un barrio rico o pobre influye de manera determinante en las probabilidades de que una persona acuda a votar a su colegio electoral o se quede en casa en unas elecciones generales.
Por ejemplo, una brecha de casi 90.000 euros de ingresos por hogar separa al barrio de 'las 3.000 Viviendas' en Sevilla, el segundo más empobrecido de España, y El Viso en Madrid, el más rico. La desigualdad económica también se convierte en desigualdad electoral: en el primero, el 55% de los residentes no acudieron a votar en las elecciones generales de 2016; en el segundo, el 18%.
¿Una casualidad? Los datos analizados por eldiario.es muestran que los barrios con menos renta se abstuvieron el doble en las elecciones generales de 2016 que las zonas más acomodadas en las 16 mayores ciudades españolas. Mientras que la abstención alcanzó el 42% en los barrios con una renta media por debajo de los 20.000 euros, solo el 20% de los residentes de las zonas con ingresos superiores a los 50.000 euros renunciaron a votar.
Este es el resultado del análisis de eldiario.es de los datos del proyecto estadístico Urban Audit, publicados por el Instituto Nacional de Estadística, y los resultados electorales de las elecciones generales del 26J. Ver metodología
"Esto no es nuevo, siempre ha habido agujeros negros electorales que han sido los barrios más pobres", explica Braulio Gómez, doctor en Ciencia Política de la Universidad de Deusto y autor de varios trabajos sobre la relación entre abstención y renta. "Si en tu casa no tienes la nevera en condiciones para mantener tu vida cotidiana, es más difícil que tengas ese tiempo para buscar información política", comenta Gómez.
La tendencia se repite en los 16 municipios más poblados de España: cuanto más pobre es el barrio, más se abstuvieron sus residentes en las elecciones generales de 2016. Sin embargo, este fenómeno se agrava en las ciudades con mayor brecha entre barrios humildes y zonas acomodadas. Es decir, áreas metropolitanas más desiguales.
Pero, ¿por qué los residentes de barrios como El Raval (Barcelona), San Cristóbal (Madrid), Los Pajaritos (Sevilla) o Palma-Palmilla (Málaga) acuden menos a votar? Los expertos lo achacan a un alejamiento total de la política y una sensación de exclusión por su situación económica.
"Es un tipo de cultura que es lejana a ellos, que no les representa no participan porque no es su juego político", argumenta Miguel Alhambra, sociólogo de la Universidad Complutense de Madrid y autor de un estudio académico sobre desigualdad social y abstención electoral en Madrid y Barcelona. "Es un efecto de la propia desigualdad: si para tener voz y voto tienes que tener capital cultural, al final te callas", comenta.
'Las 3.000 Viviendas' y la zona de Juan XXIII en Alicante son los barrios que más se callaron en las elecciones del 26J. Alrededor de la mitad de los residentes decidieron no ejercer su derecho al voto en 2016. "Aunque realmente digamos que no hace falta gran cosa (para votar), coger tu DNI y acercarte al colegio electoral, algo que nos parece sencillo, no lo es para muchas personas", explica la doctora en psicología social Cristina Cuenca.
Para Cuenca, es complicado decir "que vaya a votar" a una persona que esté en "una situación de desempleo cronificado, una familia afectada porque el padre o la madre tenga un problema de adicción o una persona sin hogar".
Pero, ¿cómo y a qué partidos votan los barrios de renta más bajas y mayores problemas derivados de esta desigualdad? Para comprobarlo, analizamos los datos de 509 barrios de las mayores ciudades españolas.
Fuente: Urban Audit, INE, Ministerio de InteriorMade with Flourish
Los investigadores alertan de las consecuencias políticas de la segregación entre barrios humildes de baja participación y zonas acomodadas con alta participación. "Es un pez que se muerde la cola: como no votan, los políticos no se interesan por ellos, ellos no se sienten escuchados y vuelven a abstenerse en las siguientes elecciones", argumenta Manuel Trujillo, investigador del Instituto de Estudios Sociales del CSIC.
Precisamente, el estudio Urnas Vacías en los suburbios de las ciudades, realizado por Trujillo y Braulio Gómez para el Observatorio Social de La Caixa, identificó una correlación "altísima" entre vivir en una zona caracterizada por la carencia de todo tipo de recursos y la abstención electoral en las municipales de 2015.
"A nivel electoral, cuando se agudiza este fenómeno, la izquierda pierde muchísimos votos", afirma Trujillo, que pone como ejemplo las pasadas elecciones autonómicas en Andalucía. Tal y como publicó eldiario.es, la abstención se disparó el 2D en los barrios más pobres de Sevilla, Málaga y Córdoba, donde Podemos y sobre todo el PSOE tenían más poder electoral.
Los datos de las generales del 26J, en 2016, también señalan esta tendencia: los partidos de izquierda son mucho más fuertes en los suburbios de las grandes ciudades y las candidaturas de derecha consiguen más votos en las zonas más ricas. Un voto de clase que se agudiza en los extremos: la izquierda promedia el 67% de las papeletas en los barrios que ingresan menos de 20.000 euros y la derecha se lleva el 74% de los sufragios en las zonas con una renta media superior a los 50.000 euros por hogar.
Manuel Buñuel, politólogo e investigador de la relación entre abstención y renta en la ciudad de Sevilla, asegura que existe una sensación en las zonas más marginadas de que la clase política solo va a esos barrios durante la campaña electoral y que después están "cuatro años sin aparecer". "Se ha luchado tanto tiempo para que el voto se ampliara a más capas de la población y los que más lucharon por ampliarlo son los que más se abstienen actualmente", reflexiona Buñuel.
Un fenómeno que apenas ha variado con el surgimiento de formaciones políticas como Podemos o Ciudadanos, según concluye el estudio Urnas Vacías. "Esto genera una concentración de poder político: si los ricos siempre votan, tendrán más poder en sus manos para que se tengan en cuenta sus intereses", explica el investigador Braulio Gómez.
La renta media de los diez barrios que más se abstuvieron en las generales de 2016 era de 19.000 euros por hogar. Entre los diez que más participaron, la cifra sube hasta los 68.000. Para Manuel Trujillo, "esto se acaba convirtiendo en un déficit democrático porque hay cierta población que no se siente representada y que no acaba siendo escuchada".
Más de una treintena de barrios de las grandes áreas urbanas registraron porcentajes de abstención por encima del 40% de los residentes en 2016. Si resides en alguna de las 16 mayores ciudades españolas, puedes buscar tu barrio.
BUSCADOR: ¿cuántos vecinos se abstuvieron en cada barrio en las elecciones del 26J? Busca un municipio o barrio y descubre el porcentaje de abstención o a qué candidaturas votaron los barrios más pobres y ricos. Solo se incluyen 509 barrios de las 16 ciudades más pobladas
Flourish logoA Flourish data visualisation Fuente: Urban Audit, INE, Ministerio del Interior
Para contextualizar la desigualdad política de las ciudades españolas, analizamos los datos de abstención y renta media en los barrios que representan el 20% más rico y el 20% más pobre de diez de las mayores áreas urbanas en España. Haz click en alguna de las siguientes ciudades para leer cada apartado.
Barcelona Gijón Bilbao Sevilla Las Palmas de G.C. Madrid Valencia Córdoba Zaragoza Vigo 1. La segregación económica de Barcelona
Tres factores unen a los barrios de El Raval, El Besòs, el Maresme y Nou Barris. Son los barrios que más se abstienen, más empobrecidos y con mayor población extranjera de Barcelona. Frente a ellos, el distrito de Sarrià-Sant Gervasi agrupa las zonas de mayor renta, menor abstención y más población nativa.
Una segregación económica, racial y social que divide a Barcelona entre la ciudad de Convergencia y PP frente a la de En Comú y el PSOE.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
CDC
En Comú
PP
PSOE
Cs
ERC 20% más pobre
AbstenciónRenta media41,1%24.410€ 20% más rico
AbstenciónRenta media28,3%55.712€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Las Mil Quinientas viviendas de Gijón
En 1953, el Instituto Nacional de la Vivienda recibe el encargo de realizar un proyecto para alojar a los obreros que procedían del ámbito rural de Gijón en el Pumarín. Así es como se desarrollaron las Mil Quinientas viviendas que transformaron el barrio en una zona obrera. Todavía hoy, el Pumarín es la segunda zona más pobre de Gijón (23.591€) y en la que más se abstuvieron sus votantes (33,7%).
La zona residencial de urbanizaciones de Las Mestas es la más rica y también la que más participación registró en las elecciones del 26J.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media34,3%22.895€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,5%35.186€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Vivir al lado del Guggenheim en Bilbao
Más de 20.000 euros conforman la brecha entre Abando, el distrito más rico y que más participa de la ciudad de Bilbao, y el resto de zonas de la ciudad. "En Bilbao hay una alta desigualdad pero no llega a los niveles que se llegan en Sevilla, Málaga o Badajoz aunque dentro de Euskadi sí que llama la atención", afirma Braulio Gómez, doctor en Ciencia Política de la Universidad de Deusto.
La desigualdad de Bilbao se manifiesta entre los que viven al lado del Guggenheim, que apenas se abstienen y votan principalmente a PP y PNV, y la zona sur de Errekalde, la más pobre donde Unidos Podemos fue el más votado en 2016.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PNV
PP
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media35,7%27.304€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,2%48.514€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Urnas vacías en 'las 3.000 Viviendas'
La abstención consiguió la mayoría absoluta en 'las 3.000 Viviendas' de Sevilla en las elecciones generales de 2016. El 55% de los votantes decidió abstenerse en un barrio en el que PSOE y UP se llevan el casi el 80% de los votos. Frente a ellos, menos del 20% de los votantes se abstuvieron en el barrio más rico de Sevilla, Santa Clara, donde PP y Cs son opciones mayoritarias.
"Si lo que se lleva al debate es lo que opina un votante de los Remedios o de Triana, no se van a tener en cuenta los problemas de las 3.000 Viviendas", afirma el politólogo Manuel Buñuel.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PSOE
PP
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media40,9%17.648€ 20% más rico
AbstenciónRenta media20,3%42.911€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Las barriadas de Las Palmas, carne de abstención
La brecha económica entre el barrio que más se abstuvo en las elecciones de 2016, las barriadas de la Vega de San José, y el que más participó, la céntrica zona de Arenales-Lugo, es de casi 20.000 euros por hogar. Una diferencia que señala la desigualdad entre el centro histórico construido alrededor del Puerto de Las Palmas y las barriadas periféricas del sur, asentadas en pendiente sobre la ladera de la montaña.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media40,2%21.281€ 20% más rico
AbstenciónRenta media30,7%38.264€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Madrid, una brecha de norte a sur
La capital madrileña presenta los mayores índices de desigualdad de las grandes ciudades españolas, una brecha que se dibuja de sur a norte. Los barrios más pobres del sur, como San Cristóbal (Villaverde) o San Diego (Puente de Vallecas), se abstienen casi el triple que las lujosas zonas más ricas del norte como El Viso (Chamartín) o Piovera (Hortaleza).
Un mapa que dibuja los feudos del PP que siempre votan en las generales frente a los dominios abstencionistas de Unidos Podemos y el PSOE.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP
Cs 20% más pobre
AbstenciónRenta media34,2%24.541€ 20% más rico
AbstenciónRenta media18,6%66.586€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Centro frente a periferia en Valencia
Los residentes del lujoso barrio de El Pla del Remei, en el centro de Valencia, fueron los más entusiastas de las elecciones del 26J. Con solo un 14% de abstención, es el barrio que más participó de las grandes ciudades españolas. Casualmente, es el más rico de la capital y la zona en la que el PP consiguió más porcentaje de voto (61%).
Los mayores índices de abstención se concentran en los barrios pobres de las zonas periféricas como En Corts, El Grau o Tres Forques - La Fontsanta.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
Pod. - Comp. 20% más pobre
AbstenciónRenta media28,4%23.640€ 20% más rico
AbstenciónRenta media19,0%39.736€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. El sur obrero se abstiene en Córdoba
Más de la mitad del suelo en el barrio de El Naranjo-Brillante, el más rico de Córdoba, está destinado a urbanizaciones, chalets y viviendas unifamiliares. En el Sector Sur, el más pobre de la capital de provincia, las zonas industriales y comerciales acaparan la mitad del suelo, según los datos del INE.
Casi 20 puntos separan los niveles de abstención de ambos barrios en las generales de 2016.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media39,4%19.254€ 20% más rico
AbstenciónRenta media21,3%39.228€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. La frontera invisible de Zaragoza
Apenas 3 kilómetros separan las urbanizaciones con piscina de Casablanca, en Zaragoza, con el barrio obrero de Delicias. Aunque no tienen una frontera física, sí existe una simbólica que los separa: los hogares de Casablanca ingresan 30.000 euros más y se abstienen casi la mitad que sus vecinos de Delicias.
Una brecha que se traslada a la perspectiva de voto de los principales partidos. PP y Ciudadanos son mayoría en Casablanca, el barrio más rico de la capital aragonesa, y PSOE y Unidos Podemos son primera fuerza en el más pobre, Delicias.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP
Cs 20% más pobre
AbstenciónRenta media32,1%24.806€ 20% más rico
AbstenciónRenta media22,0%43.153€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Astilleros frente a centro histórico en Vigo
El barrio de Teis en Vigo, el más pobre de la ciudad gallega, fue el que registró el mayor porcentaje de abstención (32%) el 26J. Los principales astilleros de la ciudad y gran parte del puerto comercial señalan un barrio de marcado perfil obrero e industrial donde la candidatura de En Marea fue primera fuerza.
Una zona que se contrapone al centro histórico de Vigo, el barrio más rico de la ciudad gallega, el que más participó (un 26%). El PP fue el partido más votado.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
En Marea
PSOE 20% más pobre
AbstenciónRenta media29,7%27.838€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,9%34.394€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
Metodología
Para esta información, se han cruzado los datos por secciones censales de las elecciones generales de 2016 con los de renta media por hogar de la operación estadística de Indicadores Urbanos Urban Audit referentes al año 2016, que divide las ciudades en áreas suburbanas (SCD). Estas separaciones no siempre coinciden con divisiones administrativas de distritos o barrios. Solo se han incluido las 16 ciudades más pobladas de España ya que son los únicos municipios que tienen datos de renta desglosados por barrio.
En cada área suburbana, se ha calculado el porcentaje de votos de cada candidatura y el nivel de abstención en las elecciones del 26J a partir de las secciones censales que la componen. Se han descartado los datos de 9 secciones censales de las divisiones realizadas por Urban Audit no existían en las elecciones generales de 2016.
Se han identificado a PSOE, Unidos Podemos y sus confluencias, ERC, Bildu, PACMA y BNG como partidos de izquierda y a PP, Ciudadanos, CDC, PNV, CC, UPyD y Vox como partidos de derecha.
07/04/2019 - 21:37h 0 Compartir en Facebook Compartir en Twitter Enviar a Menéame Imprimir Detrás de esta noticia... Podemos publicar esta noticia gracias a las cuotas que pagan nuestros más de 34.000 socios y socias. Ellos garantizan nuestra independencia editorial y económica. Pero necesitamos más socios para seguir contratando periodistas y publicar más contenidos como este. Si tú también crees en un periodismo libre y de calidad hazte socio, hazte socia. ENLACES PATROCINADOS Jaime González, irreconocible en su reaparición televisiva Jaime González, irreconocible en su reaparición televisiva La Vanguardia La inspección de 120.000km de tu Audi A3 por 299€. Solicita cita. La inspección de 120.000km de tu Audi A3 por 299€. Solicita cita. formularios.audi.es Polen de abeja. Propiedades, cómo tomarlo, para qué usarlo. Polen de abeja. Propiedades, cómo tomarlo, para qué usarlo. universomiel.es El nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. DescúbreloEl nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. Descúbrelo El nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. Descúbrelo Kia Semana Crossover & SUV de Ford, del 8 al 17 de abril Semana Crossover & SUV de Ford, del 8 al 17 de abril Ford Hipoteca NARANJA de ING. Con cero, cero posibilidades de equivocarte Hipoteca NARANJA de ING. Con cero, cero posibilidades de equivocarte ING Más en eldiario.es De dónde viene la extrema derecha: un obispo ultra y la familia de Barberá De dónde viene la extrema derecha: un obispo ultra y la familia de Barberá Podemos se postula en su programa para el 28A como la alternativa al "trío de Colón" y al "temblor de piernas" del PSOE Podemos se postula en su programa para el 28A como la alternativa al "trío de Colón" y al "temblor de piernas" del PSOE La Comunidad de Madrid exige a 70.000 jóvenes pagar un impuesto desconocido para deducirse el alquiler en la declaración La Comunidad de Madrid exige a 70.000 jóvenes pagar un impuesto desconocido para deducirse el alquiler en la declaración recomendado por Los comentarios de nuestros socios 1 luiscor1221 los ricos votan todos, los curas votan todos, los policias,guardias civiles y militares votan ... 2 quijotesco Siempre me he preguntado como es posible que el inconformismo ciudadano sea tan grande pero ... 3 Paubcn Creo que mas que el factor económico interviene el factor cultural, aunque un alto nivel ... 4 Artero No, no es casual, se debe en primer lugar al analfabetismo o simple alfabetización, lo cual ... 5 Cuyobai Los 'problemas' de la legislación electoral quedan sin resolver. Casualmente. 8 DONGUIDO Aquí unas explicaciónes muy bien fundamentadas de por qué los pobres, los obreros, votan a la ... 9 Huge_Head la brecha económica da como resultado la brecha cultural ,que se podría evitar mucho mas fácil ... 11 pepeespuche22 Lleváis toda la razón en El Palmar (Murcia) una pedanía de 24.000 habitantes en los barrios ... 13 Mr.Spock El neoliberalismo persigue la creación de una inmensa clase trabajadora solo preocupada por ... 14 JRG Buenísimo artículo de análisis de datos. En mi opinión shí está una de las bolsas de abstención. ... 15 jjrs50 El gran logro de la derecha es que muchos ciudadanos voten en contra de sus propios intereses. 16 Davex Votar no solo es un derecho, es una responsabilidad y por tanto debería ser una obligación. Pero ... Hazte socioComenta tú también20 comentarios
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2017.08.10 21:57 L30R0D Registrar y legalizar título universitario en Caracas

EDIT: añadidas otras cosas gracias a los comentarios.
Todo lo que leerás a continuación es válido si te graduaste en una universidad o instituto público, en teoría los títulos de universidades privadas ya están refrendados.

Registro del Título (Nivel de paciencia necesaria: MEDIA)

El Registro principal se encuentra frente al edificio del CICPC en el centro de Caracas (MAPA)
Recomiendo que vayan temprano para evitar el despelote que se hace a partir del mediodía, pueden salir de la estación de metro de La Hoyada y subir hacia la Av Urdaneta.

Requisitos

Anexo foto (no muy buena) de lo que deben hacer: http://i.imgur.com/xFMotDa.jpg
En resumen:
1.- Llegar temprano y hacer su cola (pregunten ya que hay otras para partidas de nacimiento y apostillar).
2.- Como a las 7 am abren y poco a poco van recibiendo los títulos, para luego darles una planilla la cual deben de rellenar.
3.- A continuación tienen que ir a otra taquilla para cancelar (o al banco a depositar) y luego es que pueden hacer todas las copias que piden.
4.- Finalmente pasan por la última taquilla para entregar las copias y el Título.
5.- Al día siguiente pueden retirarlo (el proceso es una ladilla ya que no entregan por orden sino como les da la gana).
Eso es todo para registrar, yo llegué a las 6:10 am y a las 8:30 am terminé, no es tanto tiempo pero el lugar y la burocracia molestan bastante.

Legalización del Título (Nivel de paciencia necesaria: BAJA)

Antes que nada deben registrarse en el Sistema de Gestión de Trámites Universitarios (http://citavirtual.mppeuct.gob.ve/) y pedir cita (ver comentarios al final del post).
Para legalizar el sistema te permite elegir lugares como la UBV, UNEARTE y como en mi caso, la OPSU (ver MAPA), al igual que para registrar pueden bajarse en la estación de La Hoyada para llegar rápido. El procedimiento es muy simple, de hecho fui temprano, pero no creo que sea necesario.

Requisitos

http://citavirtual.mppeuct.gob.ve/index.php/autenticacion/requisitos?req_tipo_tramite=2
A la entrada del edificio hay una serie de hojas con supuestos requisitos...IGNÓRENLAS, son hojas muy viejas que no se porque no han quitado. Este trámite es gratuito, el timbre fiscal de 0,5 UT es para el apostillado (no hay timbres en Libertador, pero aceptan depósito bancario a esta cuenta: http://i.imgur.com/eGvOEjA.jpg)
De los requisitos a la final solo me pidieron el Título, la hoja de la cita y la cédula de identidad, pero mejor llévense los otros por si acaso.
A diferencia del registro, les devolverán el Título inmediatamente y les enviarán por correo la certificación de legalización.

Apostillar

No puse apostillar en el título ya que no he conseguido cita, pero lo primero que deben hacer es registrarse en esta página del Ministerio de Exteriores https://citaslegalizaciones.mppre.gob.ve/ y el día que tengan la cita deben llevar la certificación con el timbre o el depósito, además de otros requisitos que por ahora desconozco.

Nota sobre las citas

Las citas para legalizar más que todo salen en la tarde y las dan para la semana siguiente, las de apostillar al parecer para septiembre o octubre, pero no estoy seguro. El apostillado creo que también se puede hacer en el Registro municipal (por lo menos es una de las opciones que sale en la página web, aunque no haya cupo).

Cuentas de twitter de ayuda

Recomiendo seguir estas cuentas ya que hay información importante y notifican cuando hay citas disponibles: @ApostillaGTU y @PatriciaPatite
Bueno, eso es todo, por favor si creen que pueden aportar algo en los comentarios, se les agradece.
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2016.12.13 01:18 alforo_ "Mensajeros de la Paz" es una ONG que dirige el sacerdote responsable de una Fundación del PP

El Otro País
Como la estrategia de la araña, el Gobierno Partido Popular (PP) que preside José María Aznar, utiliza cualquier resquicio que puede para introducirse en sectores suceptibles de captar votos cara a las convocatorias electorales, aprovechándose de grupos franquistas desechados, Organizaciones No Gubernamentales (ONG), asociaciones o plataformas ultraderechistas, recicladas en demócratas de toda la vida; también, al mismo tiempo, el PP usa estas organizaciones sin ánimo de lucro de negocios y pagar en 'especias' todos los imprescindibles apoyos electorales y políticos.
Es el caso de Mensajeros de la Paz, una ONG cuya presidenta de honor es Ana Botella, mujer de Aznar, presidente de Gobierno. En la revista Claro Oscuro, una de las que tiene Mensajeros de la Paz, publicación superlujosa donde las haya, el cura ultraderechista Ángel García Rodríguez, presidente ejecutivo de esta ONG, dice que Mensajeros de la Paz está trabajando en 22 países, contamos con 296 hogares funcionales donde tenemos acogidos a más de 2.300 niños y jóvenes, después de haber atendido a 21.000. Asimismo se han atendido más de 4 millones (sic) de llamadas de personas mayores a través del Teléfono Dorado, además de los 3.000 ancianos que atendemos en nuestras residencias. En la publicación, dedicada a la Edad Dorada, Claro Oscuro informa sobre la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) que dirigen en La Bañeza, León, por decisión del Gobierno a propuesta de Ana Botella.
Mensajeros de la Paz abarca un complejo entramado de asociaciones y fundaciones, cuyos dirigentes son altos ejecutivos, propietarios de empresas y destacados dirigentes del PP, sobre todo. Los estatutos declaran su aconfesionalidad y ausencia de ánimo de lucro; sin embargo, Mensajeros de la Paz supera cada año la cifra de trescientos mil millones de pesetas contables en activos, patrimonio y movimientos bancarios. Ángel García Rodríguez, sacerdote diocesano, es quien lleva el timón del barco multimillonario, cuyos negocios penetran en la Cooperación Internacional, en programas públicos para la infancia, jóvenes, mujeres y pensionistas, Teléfono Dorado, atención residencial, programas educativos (privados y concertados), programas preventivos, socio-sanitarios y una gran nómina de beneficiosas firmas, con apoyo económico y político del Gobierno Aznar.
Mensajeros de la Paz fue constituida y registrada como ONG en 1972, por iniciativa de Ángel García Rodríguez. En pleno franquismo, este cura fue apoyado por el almirante Luis Carrero Blanco, vicepresidente del Gobierno en la dictadura. Ángel García aprovechó sus lazos evangélicos para construir un imperio, con la cobertura de la misericoria de Dios como reseña en sus publicaciones. En los estatutos de Mensajeros de la Paz dicen que no tienen afán de lucro, es laica y, además, es apolítica.
Estafas en el nombre de Dios
Pero al cerrarle la puerta a la verdad, la realidad se cuela por la ventana. Para entenderlo, reseñemos algunos detalles sin importancia. El beneficio medio anual que obtiene Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, supera los seis mil millones de pesetas libres de impuestos; entre sus afiliados hay una pléyade de falangistas, ex-militantes de Fuerza Nueva, viejos activos de la Guardia de Franco, ex-jóvenes cachorros fascistas que fueron procesados por sus hazañas heróicas, guerrilleros de Cristo Rey, policías de la Brigada Político-Social (BPS), somatenes, nostálgicos franquistas y sobre todo una numerosa corte de miembros del Opus Dei.
El Padre Ángel, así le llaman sus acólitos, celebra anualmente, con misas, los aniversarios de la muerte del dictador, de José Antonio Primo de Rivera, fundador de Falange; de Luis Carrero Blanco, su admirado protector; y por supuesto, del beato José María Escrivá de Balaguer, fundador del Opus Dei y santo devoto del Padre Ángel.
La ONG que gestiona Ángel García Rodríguez, Mensajeros de la Paz, es el auténtico vivero de cachorros del PP, que antes eran activos duros contra los antifranquistas militantes. Hoy, esta ONG sin ánimo de lucro, hace proselitismo para el PP como hace campañas electorales a favor del partido aznarista, pues no en vano la preside su protectora y patrocinadora. Durante las campañas electorales, el Padre Ángel remite cartas a sus afiliados y personas acogidas en las residencias de ancianos que él regenta con dinero que sale de los Presupuestos Generales del Estado; en esa carta les dice que elija lo que usted considere mejor, pero hágalo pensando en Dios Nuestro Señor y en quien vele por nuestra fe cristiana como el Partido Popular del Señor Don José María Aznar López.
Las millonarias cuentas corrientes de Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, no aguantan las más clementes auditorías; el negocio de Dios, como le llama el Padre Ángel, tiene tantas ramificaciones que, para Hacienda y sus inspectores, la gestión resulta muy opaca, y hemos querido incoar expedientes a Mensajeros de la Paz, pero lo impiden desde arriba. Otra cosa será que alguien vaya por vía judicial. Los ingresos ilegales de esta ONG son mil veces superiores a las cantidades declaradas; y sus recursos legales, uno de los más altos. Mensajeros de la Paz recibe de la Agencia de Cooperación mucho más dinero que el que declaran oficialmente; sumando a las subvenciones legales, partidas de ayuntamientos (Madrid se lleva la palma), comunidades autónomas, grandes bancos, cajas de ahorro, ministerios, multinacionales y grandes empresa, la cantidad administrada por el Padre Ángel resulta incalculable. Una de las entradas, en partidas millonarias indeclaradas, procede de los Fondos Reservados.
El patrimonio inmobiliario de esos Mensajeros de la Paz supera los trescientos edificios, cedidos por ayuntamientos (José María Álvarez del Manzano, alcalde del PP en Madrid, es quien más indulgencias plenarias tiene), instituciones públicas; como también de algunos albaceatos que apodera el Padre Ángel, legados testamentarios, donaciones pías y hasta de préstamos a fondo perdido.
Entre sus bienhechores nunca podría faltar la Casa Real, con los apoyos del rey, la reina, príncipe, infantas-princesas y respectivos consortes. Tampoco (cosas veredes Sancho) Felipe González, Manuel Chaves y José Bono; por exótico, reseñaremos el apoyo recibido de Mijail Gorbachov. El Padre Ángel también logro engatusar a la UNESCO. Entre las firmas más destacadas que apoyan el negocio de Ana Botella y del Padre Ángel, están las cuestionadas multinacionales McDonald's y Disneyland; como Telefónica, que regala integramente el Teléfono Dorado para consultas permanentes; Iberia, que resuelve los viajes píos a Roma, Lourdes y Fátima; Airtel y, cómo no, Radio Televisión Española (RTVE), ente que dirige el conspicuo González Ferrari, al que en el Pirulí rebautizaron como voz de su amo y bienpagáo. RTVE retransmite en directo actos públicos organizados por Ana Botella y el Padre Ángel, como la lectura ininterrumpida de la Biblia (del lunes al jueves de Semana Santa, que pueden seguir por teléfono, televisión en directo, videoconferencia e internet); o la inaguración de la UNED (Universidad de La Bañeza, en León), regida por Mensajeros de la Paz.
Entre las actividades educativas organizadas por el Padre Ángel, destaca el Día de los Abuelos, celebrado en los jardines de su complejo residencial, los belenes fantásticos de cada Navidad, las citas programadas con famosos, visitas al Real Madrid con la Fundación Pequeño Deseo, constituida por RBA Internacional, multinacional de la industrial cultural, para que el joven Alfonso visitara el Estadio Bernabeu; concurso de disfraces y bailes, comidas fraternales con paellas gigantes y un extenso repertorio educacional que patrocinan sociedades multinacionales, grandes bancos, entidades financieras e instituciones públicas.
Los Convenios de Colaboración de la ONG los gestiona Ana Botella desde su lujoso despacho en la sede de Mensajeros de la Paz (General Vara del Rey, número 9, en Madrid); además de Iberia y Fundación Telefónica, están los acuerdos suscritos con Fundación Cofares, AENA, Antena 3TV, Fundación Puleva, Azucarera Ebro Agrícolas, Fundación Madritel y otros onerosos con ayuntamientos, fundaciones y patronatos para dirigir residencias de personas mayores. El patrimonio personal del Padre Ángel resulta incalculable; tan creíble como su nepotismo; familiares suyos trabajan con él y aunque es el Padre Ángel quien rige todos sus negocios, con Mensajeros de la Paz a la cabeza, sus allegados gestionan los trabajos, la contabilidad y labores invisibles, como hace Nieves Tírez Jiménez, bracito derecho le dicen, que es, además, la secretaria personal del avispado cura sin ánimo de lucro.
Además de Ana Botella y el Padre Ángel García, cabezas visibles de Mensajeros de la Paz, a la ONG pertenecen ministros y ex-ministros, franquistas y tardos; miembros de Tácito; Álvarez del Manzano, alcalde de Madrid, y María Eulalia Miró, su esposa, que a su vez es presidenta de Mensajeros de la Paz en Madrid; Ana Rodríguez Mosquera, presidenta honoraria en su comunidad y esposa de José Bono, presidente de Castilla-La Mancha; asimismo, pertenecen o han colaborado con Mensajeros de la Paz, varios personajes de menor calibre, como Concepción Dancausa, Secretaria General de Asuntos Sociales; Javier Urra, Defensor del Menor en Madrid; Lidia San José, Belinda Washintong, Paz Padilla, Matías Prats, Lina Morgan, Luisa Fernanda Rudí, Esperanza Aguirre, Carmen Posada, las actrices Florinda Chico y Miriam Díaz-Aroca.
Caras visibles, mundillo oscuro
Asimismo, forman parte de su entramado Sandra Mayers, deportista y militante de derecha; los cardenales Ángel Suquía y Marcelo Martín, franquista el último de aquí te espero, encarnizado fustigador del también cardenal Enrique Tarancón, al que llamó rojo de los infiernos cuando éste exigió como presidente de la Conferencia Espiscopal española, democratizar profundamente la estructura del Estado y en consecuencia el verticalismo de la Iglesia católica.
En la nómina de colaboradores de Mensajeros de la Paz, está Rodrigo Rato, vicepresidente del Gobierno; Miguel Ángel Cortés, secretario de Estado; Eduardo Zaplana, presidente de la Comunidad de Valencia; Camilo Lorenzo, obispo de Astorga; para rizar el rizo, figura el cardenal Pio Laghi, nuncio papal en Argentina durante la dictadura militar de Videla, al que calificó de cruzado de Dios, haciendo que fuese bajo palio en varias misas celebradas por él; asimismo, bendijo su acción política, pues lo hace para gloria del Señor Jesucristo, como denunciaron Madres de Plaza de Mayo. La lista es tan extensa que es difícil pormenorizarla. Con el botón de muestra parece suficiente.
El patrimonio fundacional de Mensajeros de la Paz era de 366.715 pesetas. Sin embargo, según la contabilidad oculta que figura dentro de la documentación de esa ONG, aquella cantidad es ridícula, pues la cifra es más de doscientos mil millones en su presupuesto anual. El uno de abril de 1997, Mensajeros de la Paz alquiló una planta en Madrid, en el número 47 de la calle Goya, pagando 2.700.000 pesetas al mes a Josefina Cimino Varela, la propietaria, que entonces residía en Santander.
Los ingresos de Mensajeros de la Paz en 1978 llegan a 75.877.510 de pesetas con gasto de 75.674.875. Es decir, la contabilidad cuadrada. Ese año, Mensajeros de la Paz organizó un concierto del que obtuvo 800.000 pesetas de beneficio, al que hay que sumar 7.240.243 pesetas, que figura textualmente en otra cuenta como beneficio de bingos. Ese año, Mensajeros de la Paz recibió 38.688.181 pesetas legales-oficiales de subvenciones. Pero en 1979, la cifra legal se disparó. El presupuesto de Mensajeros de la Paz fue de 51.574.250 de pesetas; según la documentación que corresponde a ese año fiscal, los beneficios de bingos eran 96 millones de pesetas redondas; en 1997, Mensajeros de la Paz declaró unos ingresos de 267.490.912 en pesetas, cantidad de las que 255.500.036 procedían de subvenciones públicas legales, gastando 114.612.148 de pesetas, quedando un saldo a su favor de más de 150 millones de pesetas.
Sólo el patrimonio inmobiliario que administra Mensajeros de la Paz (concesion de instituciones públicas, organismos estatales y Conferencia Episcopal española), está valorado oficialmente en más de novecientos mil millones de pesetas. Por ejemplo, el seminario de La Bañeza, en León, cedido por el Obispado de Astorga (16.000 metros cuadrados construidos y 12.000 útiles), está valorado en 35.900 millones de pesetas por el Colegio de Arquitectos.
Las relaciones con el PP
La presidencia honorífica de Ana Botella la ejecuta Ricardo de León Egües, también responsable de la Fundación Humanismo y Democracia que preside el democristiano Javier Rupérez, actual embajador del Gobierno PP en Washington, amigo y protector de la ultraderecha anticubana, y animador aquí de opositores fascistas anticubanos como Carlos Alberto Montaner y Guillermo de Gortázar, diputado por el PP éste último, casado con Pilar del Castillo, actual ministra de Cultura, y enlace del presidente José María Aznar con la Fundación Nacional Cubano-Americana, muchos de cuyos dirigentes fueron procesados en Estados Unidos por tráfico de armas, asesinatos mafiosos, atentados políticos y narcotráfico. La Fundación Humanismo y Democracia tuvo en sus filas a José María Aznar desde el 4 de mayo de 1994 hasta el 11 de noviembre de 1996, llevando ya cinco meses presidiendo el Gobierno.
En su momento, la Coordinadora de Organizaciones No Gubernamentales de Cooperación para el Desarrollo (CONGDE) manifestaba su extrañeza por la casualidad de que León Egües estuviera en Mensajeros de la Paz y al mismo tiempo fuese responsable de la Fundación Humanismo y Democracia. Ricardo de León Egües perteneció al Gobierno Autónomo navarro cuando Juan Cruz Alli tomó posesión de la presidencia del mismo, el 25 de septiembre de 1991. Ricardo de León Egües fue asesor del Ejecutivo autonómico y, después, aunque nombrado por Alli, sería consejero para el Bienestar Social a petición del presidente Aznar, que tiene con Unión del Pueblo Navarro (UPN) un acuerdo de fusión en la Comunidad. La Fundación Humanismo y Democracia nació el 13 de octubre de 1977, según escritura pública número 3.929, formalizada por José María Prada González, notario de Madrid. La integraban Fernando Álvarez de Miranda, que fue Defensor del Pueblo; Óscar Alzaga y Rafael Arias Salgado (después ministro de Fomento con el primer Gobierno del PP); Luis Vega Escandón, que presidió la Jornada de la Asamblea de las Asociaciones La Cruz de los Ángeles y Mensajeros de la Paz el 31 de marzo del año 1973 en Oviedo; José Luis Cudos Samblacat, así como Iñigo Cavero, Geminiano Carrascal Martín, Julen Guimón, Modesto Fraile, Pilar Salarrullana y Luis Gómez-Acebo, ucedistas y aliancistas y algún componente de Tácito que ayudó a José María Aznar a encarrilar al PP en su ficticio viaje hacia el centro. Javier Rupérez, embajador del Ejecutivo en Washintong, donde tiene muchos amigos, es presidente de la Internacional Liberal; uno de sus vicepresidentes de la Internacional es el contrarrevolucionario Carlos Alberto Montaner, quien tiene una biografía encubierta de oscuras acciones y plagios literarios y que, públicamente, en directo (en un programa que condujo Mercedes Milás), amenazó al sacerdote jesuita José Ignacio Ellacuría pocas semanas antes de que fuese asesinado junto a sus compañeros en la capital salvadoreña. La vida y milagros de Montaner corresponden a otro capítulo. El 14 de mayo del año 1985, el democristiano Javier Tussell fue nombrado director de la Fundación Humanismo y Democracia. Tussell recibió el encargo de establecer relaciones con la Fundación Konrad Adenauer, que coordinaría Carlos Moro Moreno, delegado de Gobierno en Castilla-La Mancha. Poco años después, Carlos Moro Moreno sería implicado en el escándalo del lino, tras ser acusado por José Bono como un cazaprima por recibir comisiones para manipular estos cultivos. Una finca familiar, dedicada a la explotación agrícola, sufre un incendio, perdiendo algunas hectáreas; cuando las llamas asolaban la tierra, el capataz no dejó entrar a los bomberos, diciéndoles que tenía la orden del amo y que tenía controlado aquel fuego cuando la dotación estaba viendo que el siniestro total aún estaba en pleno auge. Pero entre compensaciones de las aseguradoras, las subvenciones públicas y los pagos estatales, el incendio supondría un monto superior al beneficio obtenido en las cinco últimas temporadas.
Una línea 900 de Telefónica
La luz de crear Mensajeros de la Paz le vino a la cabeza a Ángel García Rodríguez, en 1963. El Padre Ángel estudiaba en el seminario diocesano de Oviedo. Ángel García Rodríguez se preguntó qué haría, dice en charlas pastorales. Nueve años después, fundaba su organización en compañía de María Antonia Camacho Vacas, José Manuel Alfonso Ramos, Domingo Pérez Fernández, Azucena Aguado Calvo, Miguel Coviella Corripio, Miguel Jover Bellod, Amparo Pintado Cespedes y Rodrigo Pérez Perela. Parte de los fundadores crea el 23 noviembre del año 1996, la asociación Edad Dorada, con el número 161.791 en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. En Mensajeros de la Paz y Asociación Edad Dorada, coinciden el Padre Ángel y María Antonia Camacho Vacas.
Asociación Edad Dorada-Mensajeros de la Paz (nombre completo) se declara independiente, aconfesional y apolítica (artículo segundo de los estatutos), sin ánimo de lucro (artículo cuarto), con proyección e implantación mundial en países en vías de desarrollo. Esta ONG escrituraba un patrimonio fundacional de 500.000 pesetas. Pero en 1999 tenía previsto ingresar unos 976 millones, de los que casi 618 figuran en el apartado subvenciones, donaciones y legados, aparte de los 437 millones por los ingresos de patrocinadores y colaboradores. Mensajeros de la Paz tienen aún más facetas, pues además de presentarse como ONG, organización benéfica, fundación caritativa y asociación, auspicia la Fundación Teléfono Dorado, que explota, como su nombre indica, el Teléfono Dorado que según dicen ellos ha recibido más de tres millones y medio de llamadas para paliar la soledad de personas mayores. Esta Fundación, constituida en agosto de 1998, también está presidida por el Padre Ángel, e integrada por Pedro Mella Fernández, vicepresidente; María de las Nieves Tírez Jiménez, secretaria general de la Fundación y secretaria personal del propio sacerdote; José Ramón Campos Mulero, Antonio Rodríguez Peña y Francisco Limonche Valverde, quienes figuran como vocales y asesores.
Francisco Limonche Valverde es alto cargo de Telefónica Internacional, compañía multinacional que expanden en Latinoamérica, con muchos intereses comerciales en aquel continente. Gracias a la solidaridad de las personas que nos ayudan, es posible que esta Asociación avance en su espíritu fundacional, se lee en una una revista de la Asociación Teléfono Dorado.
Gracias a la gestión directa de Ana Botella con su amigo Juan Villalonga, quien actualmente reside en Miami con el billón de pesetas que obtuvo por irse de la firma, Telefónica contribuye a la tarea de solidaridad con la Línea 900 (900 22 22 23) cuyo importe por llamadas corre siempre a cuenta de Telefónica, mientras los trabajadores de SINTEL continúan esperando pacientemente que resuelvan el desaguisado de una de las grandes estafas de la democracia.
Según el Padre Ángel, el equipo de operarios que atienden las llamadas constituye un equipo integral compuesto por psicólogos, médicos y personas desinteresadas.
Todo este trabajo se nutre de voluntarios. Durante la noche, las líneas son desviadas al domicilio particular de algunos voluntarios. Sin embargo, según varias denuncias archivadas, esos empleados del Padre Ángel, al tiempo que atienden el Teléfono Dorado, someten a las personas solitarias que les llaman a un premeditado y completo interrogatorio, previamente asesorados por el Padre Ángel y el consentimiento de Ana Botella, con preguntas sobre su estado psíquico, necesidades espirituales y estado legal de sus viviendas, si son propietarios, de cualquier otro patrimonio y, sobre todo, de la pensión que reciben. La mayoría firma la tutela para las gestiones correspondientes; cuando mueren, según una cláusula, esa propiedad pasa a engrosar el patrimonio de Mensajeros de la Paz-Edad Dorada. Según el Padre Ángel García, uno de los problemas más graves de todos nuestros mayores es la soledad.
Ana Botella con despacho lujoso
Pero lo que el Padre Ángel no dice es que tiene también un teléfono comercial, 906, el Teléfono de la Solidaridad, cuyo lema es llama y te sentirás reconfortado y solidario. Quienes se sientan animado con ese ardid, escucharán un fragmento de la Biblia grabado con la voz del Padre Ángel. El precio de cada llamada al Teléfono de la Solidaridad, según Telefónica, es 47'24 pesetas el minuto. Sin embargo, según informan al final de la lectura religiosa, el coste de la consulta es 93 pesetas por cada minuto. Mensajeros de la Paz tiene por objeto acoger en Hogares Funcionales a menores privados de ambiente familiar o abandonados, a jóvenes con problemas, en dificultad social y a personas mayores que se encuentran solas, junto a proyectos de cooperación internacional, según puede leerse textualmente en la ficha que la CONGDE (Coordinadora de las ONG) posee. La sede social está en el centro de Madrid, en pleno Rastro madrileño. El edificio, cedido a perpetuidad por el Ayuntamiento de Madrid, como no podía ser menos, nunca pasaría desapercibido; pintado de verde, reza en letras amarillas que allí está Mensajeros de la Paz, Teléfono Dorado y, bajo un dibujo de su gran teléfono, figura el número 900 22 22 23. Mensajeros de la Paz comparte el edificio con las oficinas de la Asociación Provida, franquista y ultramontana organización que tiene en su lucha contra el aborto la bandera de sus enjuagües, miserias y negocios.
El Estado Mayor del Padre Ángel, que tiene allí uno de sus despachos dorados, está en la primera planta. Por supuesto, Ana Botella, presidenta de honor, tiene también su lujoso bufete, provisto de todas las comodidades, incluido un sofá terapéutico para descansar durante las pausas de su tarea, sobre todo entre los momentos tensos en los que despacha las cuentas del negocio con el Padre Ángel, único capítulo en el que no intervienen nadie más que ellos dos, y siempre solos. Según comentarios del Padre Ángel a quien quiere oirle, doña Ana Botella utiliza simbólicamente los despachos para atender llamadas de personas mayores.
Allí siempre hay revuelos de personas, la mayoría de la tercera edad, mientras los teléfono no paran de sonar. Todos corren de un lado a otro. La entrada está decorada con imágenes religiosas y retratos del Padre Ángel, su fundador. La mano derecha de este avispado cura es Nieves Tírez Jiménez, su secretaria, socia en la Fundación Teléfono Dorado, que es quien coordina la apretada agenda de inauguraciones, actividades sociales y visitas a campos de refugiados, levantados por soldados y voluntarios. Programas financiados, dirigidos y coordinados siempre por el ministerio de Defensa, el PP y el Gobierno Aznar como campañas de imagen que divulgan sus adelantados en prensa, radio y televisión, con nombres y apellidos, una de cuyas copias confidenciales está en nuestro poder, que haremos pública cuando lo consideremos más oportuno.
Este singular cura, quien afirma que no le gusta ponerse el alzacuellos, dice que no descuido mi obligación como sacerdote. Su despacho está presidido por una talla en madera de la Virgen, remozada con flores de plástico. Las paredes de su oficina están repletas de fotografías suyas con muchos dirigentes políticos que han estado en los gobiernos desde la cuestionada transición hasta hoy. Desde Felipe González y José María Aznar, Camilo José Cela, el rey Juan Carlos, la reina Sofía, los príncipes y otros miembros de la familia real hasta José Bono y un nutrido iconostasio de personajes ligados a la vida pública, social y, como dice el Padre Ángel en su propio endiosamiento, famosos de siempre que nos dan mucha cancha en prensa; por supuesto, la presidenta Ana Botella es la actriz de todas sus paredes.
Pero el Padre Ángel pretende ser la cara amable de la ONG, aunque no ha podido a pesar de su pardo protagonismo y su obsesión por fotografiarme con las personalidades que nos visiten, para promocionar nuestras insuperables obras cristianas para mayor gloria del Santo Dios, Nuestro Señor. Asturiano, nacido en Mieres el 13 de marzo de 1937, lo que no está claro es hasta dónde llega ese ministerio cristiano, estatutariamente laico; y es que, nunca mejor dicho, Dios está en todas partes. Mensajeros de la Paz cuenta con unas cien residencias de la tercera edad repartidas por todo el territorio del Estado español, numerosos pisos tutelados y casas de acogida. Más de treinta pisos tienen en Madrid, donde Mensajeros de la Paz ha obtenido también, a través de innumerables subvenciones, legales y encubiertas, más de dos mil ochocientos noventa millones de pesetas, y sólo en el año 1999.
Humanización y Comercio
El Padre Ángel tiene buenas relaciones con la nobleza y los dirigentes políticos. Él mismo declaraba que no puedo decir que sea aconfesional o apolítico; nosotros no le preguntamos a la gente de qué religión es, pero tampoco le decimos que no sea católica. Nosotros somos del Gobierno español, esté quien esté. En Méjico o allá donde tengamos un proyecto, lo mismo de los mismo. Prueba de ese eclecticismo es que en la página web de Mensajeros por la Paz, diseñada, regalada y financiada por Telefónica, bajo el calificativo de nuestros amigos, están las fotos del Padre Ángel con personajes del más ramplón espectro político y social, destacando el relieve de las que figura con los famosos, como él denomina a toda la corte de impresentables que abarrotan las revistas del corazón o, lo que es parecido, esas publicaciones antiperiodísticas, ruines y dañinas, que desgraciadamente invaden la vida de este país. y ha nombrado a las primeras damas de cada comunidad autónoma española presidentas de honor de la citada organización.
El nuevo luminoso proyecto para que los mayores no se sientan solos, fue inaugurado hace a mediados de 1999 bajo los auspicios de la infanta Mercedes de Borbón, con apoyo de Alicia Koplowitz, que cedió los terrenos, abriendo el Centro Terapéutico de Animales de Compañía para mayores; perros y gatos para la Tercera Edad. En el luminoso complejo del Padre Ángel y Ana Botella participan la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE), Fundación Purina y la Escuela de Adiestramiento de la Guardia Civil, así como otras instituciones, destacando entre ellas el ministerio de Interior, cuya aportación económica procede de los Fondos Reservados. Las iniciativas sobrepasan la frontera. Mensajeros de la Paz y el Padre Ángel están presentes en Benin, Bolivia, Brasil, Costa de Marfil y Costa Rica; en Ecuador, Guatemala, México, Miami, Panamá, Perú, Tanzania, Kenia y Uganda, como consta en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. Otra de las iniciativas que ha tenido a bien instaurar el Padre Ángel ha sido el Día de los Abuelos. Para ello quiso contar con el apoyo de las grandes superficies comerciales; sin embargo, algunas se negaron a secundar la iniciativa porque es para negocios de Ana Botella y el Padre Ángel, lo que provocó la ira del cura, quien decidió hacerles la guerra, como quedaba patente en varios artículos de Júbilo, otra de las publicaciones de Mensajeros de la Paz, esa ONG que dice no tener ánimo de lucro.
Cuando una voluntaria le preguntó al Padre Ángel por qué, el cura dijo que el objetivo es humanizar la figura de los abuelos; a lo que la voluntaria replicó con otra pregunta, diciéndole que ¿desde cuándo la humanización pasa por patentes y marcas? El Padre Ángel no cejó en su empeño y, contra viento y marea, el Día de los Abuelos lo celebra desde la primera edición con diferentes actos en cualquier territorio de nuestro país al que lleguemos.
Para el Padre Ángel, el Día de los Abuelos bien vale una misa, como la que tuvo lugar en Santiago de Compostela, dentro de la catedral, concelebrada por dos abuelos que se ordenaron al enviudar, y que legaron todo su patrimonio a favor de Mensajeros de la Paz.
Aquella misa cantada fue retransmitida, por mandato de Ana Botella a Javier González Ferrari, a través de TVE, la privada Televisión Española del PP. Pocos días antes, el Padre Ángel se entrevistó con Manuel Veiga, presidente de la Asamblea de Extremadura, al que pidió que actuase de portavoz ante otros presidentes de parlamentos autonómicos, para que reconocieran oficialmente la fiesta. El Padre Ángel también consiguió que el Papa bendijera su iniciativa; contó también con el apoyo de la Casa Real; como homenaje, el Padre Ángel y Ana Botella decidieron nombrar Abuelos de Oro al rey y a la reina.
Como es fácil comprobar, el Padre Ángel y la propia Ana Botella aprendieron la lección del dictador y saben que hay que tenerlo todo atado y bien atado.
El negocio de Mensajeros de la Paz es un saco sin fondo, cuyas cuentas millonarias benefician a unos y otras. Pero aquel vivero del PP también tiene los pies de barro. Las vinculaciones de Mensajeros de la Paz con la Confederación Católica de Padres de Alumnos (CONCAPA) que fundó Carmen Alverar, con la Iglesia católica, sobre todo con su cúpula, son verdades axiomáticas; es decir, que no es necesario demostrarse. Pero más vinculados están a los Servicios Secretos según un Informe Confidencial del Cesid, para los que han hecho trabajos cuando se les ha solicitado de manera oficiosa y personal. Como se verá, todo queda en casa, pues el espionaje lo hacen de forma habitual y sistemática. Mucho espiar a rebeldes, rojos y ocupas y después resulta que al Servicio Secreto del Estado se le cuela la delincuencia en la cresta del propio Gobierno. La policía identificó al intérprete, protegido por el Padre Ángel (quien acompañaba al presidente José María Aznar y Ana Botella en su promocionada visita a los refugiados albaneses que tenían acogidos), como a un mafioso kosovar que estaba buscando. Gran sorpresa para quienes le seguían la pista, al verlo en televisión; era de toda confianza en la ONG denominada Mensajeros de la Paz. fuente:http://www.losgenoveses.net/Nacionalcatolicismo/padreangel1.html
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2016.12.11 20:03 felipustero Un dúo fraudulento: organizaciones "humanitarias" y medios de comunicación.

La página web Moon of Alabama 1 nos decía el 27 de febrero de este año 2015 que la organización Human Rights Watch, una supuesta, aunque no real, organización humanitaria, había protagonizado una campaña de propaganda sectaria antisiria. Y es cierto esto que dice, pues Human Rights Watch (HRW) no solo no ha contado lo que realmente ocurría en Siria, sino que ha llevado a cabo campañas de falsificación premeditadas con fines nada honestos. Aquí tienen la que hizo sobre el ataque con armas químicas de Gouta en agosto de 2013, que fue llevado a cabo por mercenarios islamistas impulsados y apoyados por las potencias occidentales y sus dictaduras socias del Golfo con el propósito de culpar de ello al Gobierno sirio y así tener la excusa para una intervención militar exterior, que es lo que realmente se buscaba. Tal y como se hizo en Libia. Esta es su vergonzosa y deplorable actuación:
Human Rights Watch y el ataque químico sobre Siria
Ahora, HRW, nos habla de los supuestos ataques a la población civil con "bombas de barril" por parte del Gobierno sirio. Curiosa chapuza sería esta, la utilización de "barriles bomba", cuando hay medios mucho más destructivos y eficaces que esta vieja arma que sí utilizaba el Ejército estadounidense en sus guerras coloniales, como la llevada a cabo en Vietnam. Curioso es también que el Ejército sirio esté siendo apoyado de una forma como en pocos lugares verán por su propia población y gracias a ello Siria sigue resistiendo ese ataque de batallaones mercenarios con apoyo internacional. No les extrañe que HRW no dé ni muestre ninguna prueba de lo que afirma. Es más, lo que afirma es claramente falso. Como este mensaje enviado por Twitter:
Según HRW el Gobierno sirio lanza bombas de barril sobre esa ciudad de Siria (Kobane), a pesar de la prohibición. Cita al New York Times como fuente de su aseveración. Pero resulta que el propio New York Times publicó esa misma imagen el 12 de febrero de 2015, la organización "humanitaria" lo hizo por twitter el 26, e indicaba que: La ciudad predominantemente kurda de Kobane está devastada después de meses bajo asedio por las fuerzas islamistas y ataques aéreos por la coalición dirigida por Estados Unidos. 2 Aquí tienen la imagen publicada por el New York Times:
Resulta, pues, que no era el Gobierno sirio quien bombardeó y destruyó la ciudad, sino que fueron los mercenarios islamistas y las propias fuerzas militares occidentales. Human Rights Watch queda así al desnudo, una jugosa campaña que tenían preparada para ser difundida resulta que se vuelve en contra como un boomerang, porque tiene los actores contrarios, actores a los que no denunciará HRW. Human Rights Watch lo que sí ha hecho es borrar su tweet, como tantas veces hacen este tipo de organizaciones "humanitarias" cuando son desenmascaradas y pilladas en esta tenebrosa propaganda. Pero esta falsificación no es algo aislado, así tenemos al mismo New York Times que en otro artículo posterior, del 24 de febrero de 2015, hace referencia a un informe fraudulento de HRW de ese martes 24 como fuente de información 4, donde se habla también de ficticios ataques, también con "bombas de barril", sobre Alepo. Veremos como HRW vuelve a insistir sobre esto en mayo y, de nuevo, vuelve a utilizar información y fotos fraudulentas. Para rizar el rizo ya superrizado del fraude, HRW hace mención a ese artículo del New York Times, el que había tomado como referencia su informe también falso, para dar validez a la ya refalsificada falsificación. Si vamos a la "información" comentada de HRW de mayo, del 8 de mayo, sobre Alepo, vemos que utiliza otra vez falsamente una foto, en este caso de Gaza (Palestina), para lanzar acusaciones de bombardeos protagonizados por Assad, el presidente sirio. 5
Imagen del bombardeo a Gaza de julio y agosto de 2014 para acusar al Gobierno de Siria. 5
Denuncia de Adam Johnson, de FAIR.org, a Human Rights Watch por tratar "de pasar los crímenes del Ejército de Israel como bombas de barril de Assad".
Realmente esto es tan malo, como dice HRW en su tweet, pero malo, muy malo, protagonizado por Israel contra los palestinos. Ante estas matanzas reales contra la población civil realizándolas de forma deliberada, ante el genocidio de Israel contra los habitantes de Palestina la postura de HRW, como la de Amnistía Internacional, es completamente diferente, no solo equipara a agresor y víctima, sino que justifica la actuación de Israel y condena en mucho mayor grado a los palestinos. No verán tampoco que pretenda llevar por crímenes contra la humanidad a los dirigentes del Estado de Israel a ninguna corte penal. Ver el siguiente informe para ver este parcial, disparatado e injusto comportamiento de estas organizaciones que se preocupan poco por los derechos humanos y la justicia:
La falta de honestidad de Amnistía Internacional ante el conflicto en Palestina. Tras esta denuncia sobre la falsificación de la foto de Gaza y ante la indignación de la gente que fue conocedora del hecho, vino una supuesta "rectificación". Kennet Roth, director de HRW, tuvo que decir que sí, que aquella foto que ellos habían manipulado era de Gaza, pero para "demostrar" su aseveración de que Assad bombardea con esas imaginarias "bombas de barril", puso una foto del mismo Alepo. Sin embargo, resulta que la foto que mostró Roth corresponde a un barrio de Alepo bombardeado por los islamistas mercenarios, al permanecer ese barrio fiel al presidente sirio Bashar Al Assad.
Kennet Roth, director de HRW, de nuevo llevando a cabo una falsificación sobre Aleppo, cambiando el sentido y la realidad de una imagen de AFP.
Imagen de AFP sobre el barrio de Hamidiyeh en Alepo que resistía el ataque de los islamistas.
Esto decía AFP: Una vista general muestra la destrucción en el vecindario de Hamidiyeh de la ciudad siria norteña de Alepo, mientras los luchadores del comité local, que apoyan a las fuerzas del Gobierno sirio, tratan de defender el tradicional distrito cristiano en el tercer día de intensas batallas con yihadistas de la organización del Estado Islámico el 9 de abril de 2015. AFP photo. George Oufalian. http://www.gettyimages.co.uk/ La estrategia del engaño a la población utilizando la excusa humanitaria ya es habitual y antigua, las organizaciones humanitarias preparan informaciones no contrastadas o sencillamente fabuladas a propósito y los medios de comunicación hacen de caja de resonancia mostrando que si una organización humanitaria lo dice debe de tener credibilidad y veracidad, la población occidental se lo cree todo y después viene la guerra de agresión. Esto hizo el diario español El País el 10 de septiembre de 2013, un medio que claramente apoya a los islamistas vinculados o pertenecientes a Al Qaeda y la guerra de agresión colonial contra Siria. Ver este enlace: El periodismo al servicio del dinero. Esto decían:
"HRW acusa a El Asad de estar detrás del ataque químico en Damasco". "Es la primera organización no afiliada a ningún bando que afirma la responsabilidad del régimen sirio en el uso del gas tóxico".
No obstante, ya hemos visto el informe fraudulento que elaboró Human Rights Watch sobre el ataque químico de septiembre de 2013: HRW Acusa al ejército sirio del ataque químico El 11 de septiembre, un día después de que el informe de HRW fuese publicado, el Equipo de Apoyo Internacional para Mussalaha [ISTEAMS] en Siria publicó su singular e importante análisis de la documentación propuesta por la inteligencia de EE.UU. Habiendo analizado cuidadosamente y concienzudamente los datos, incluyendo un número de imágenes publicadas además en el informe de Bouckaert, el estudio descubrió no solo manipulación generalizada de las pruebas, sino en la tradición de la BBC reportando en Siria, descubrieron que fotografías de las víctimas en El Cairo habían sido descritas como víctimas de un ataque químico en Siria. Este estudio preliminar concluye que ha habido manipulaciones groseras de los medios de comunicación y pide una Comisión Internacional independiente y no parcial para identificar a los niños que fueron asesinados e intenta encontrar la verdad del caso. Este escritor no ha visto ningún documento de HRW que se refiera al estudio de ISTEAMS. 6, 7 Informe completo en el artículo ya indicado: Human Rights Watch y el ataque químico sobre Siria
También vimos este discurso de los medios de comunicación utilizando a las organizaciones "humanitarias", como aquí también a Amnistía Internacional, hace bien poco en Libia, inventándose unos hechos que serían utilizados para acusar a Muamar al Gadafi de atacar a su propia población, denunciando que estaba provocando una verdadera matanza entre su gente, para así disponer a la población occidental al ataque militar extranjero sobre este país. "Las organizaciones de derechos humanos Human Rights Watch y Amnistía Internacional están actuando de portavoz de lo que ocurre en el país, bajo un régimen dictatorial desde hace 42 años. HRW maneja la única cifra con cierta vitola de oficialidad: 233 muertos y un millar de heridos. Pero la cifra podría ser más alta. Fuentes de un hospital de Bengasi han asegurado a Reuters que, sólo en ese centro sanitario, son más de 300 los fallecidos y la FIDH ha dicho que la cifra de muertos se sitúa entre los 300 y los 400". Fuente: Los medios de comunicación y la guerra en Libia.
Amnistía Internacional y los medios de comunicación harían lo mismo en Siria. El diario El Mundo afirmaba de forma dramática sobre el destino de una joven, según denuncia de Amnistía Internacional:
Zeinab al-Hosni: decapitada, mutilada y despellejada en una cárcel Siria. 8 Un medio alternativo mostraba el embuste de las organizaciones "humanitarias" y sus socios. Amnistía Internacional y Human Rights Watch denunciaron que había sido torturada y decapitada por las autoridades de su país, y rápidamente se convirtió en “símbolo de la resistencia contra Al Assad”. Pero, poco después, la joven apareció viva y en perfecto estado de salud en la televisión pública siria. Zainab al Hosni apareció en la televisión siria para desmentir “la noticia” de su muerte. Así, desmintió la noticia de su muerte a manos de las fuerzas armadas. “Estoy viva —anunció. Son los canales internacionales de televisión los que mienten”. Los diarios españoles El Mundo y La Vanguardia se habían hecho eco del supuesto asesinato. El primero reprodujo un cable de Reuters titulado: Zainab al Hosni: decapitada, mutilada y despellejada en una cárcel siria. 9 No es extraño que un lector indignado lo expresase en los comentarios a este artículo de esta forma tan directa: Olé por la prensa tan parcial de Occidente y entre ella España así se falsean las noticias y luego dirán porque se dejan de comprar los periódicos y se leen las noticias por Internet, para leer mentiras me entero por medios serios como esta página web. De traca habría que poner a los medios de comunicaciones nacionales como nombre reyes de la trola y la mentira. 9 Esta asociación entre organizaciones "humanitarias" y medios de comunicación, todos ellos al servicio de los intereses políticos y económicos de las corporaciones industriales y financieras, y no al servicio de los derechos humanos y del periodismo, constituye un trágico y terrible bucle de engaño y falsificación, donde se retroalimentan las propias falsedades interesadas. Una mentira se basa en otra mentira y todo el edificio de los informes y artículos de los medios de comunicación y de las organizaciones "humanitarias" constituye un castillo de naipes que se derrumba simplemente al mostrar, con facilidad, como se cae todo con demostrar unos simples hechos. Cuando no se tiene ninguna vergüenza ni dignidad, como no la tienen estas organizaciones "humanitarias" y "periodísticas" al servicio corporativo, se hacen este tipo de cosas tan vergonzosas para cualquier persona con un poco de dignidad humana. En sus manos está el parar e inutilizar esta fuente de engaño, sufrimiento, destrucción y violencia utilizada para explotar, dañar y aniquilar a otros seres humanos, personas como ustedes, que viven en otras partes de este planeta, tan suyo como de ustedes. No deberían mirar hacia otro lado ante lo que está ocurriendo.
http://miguel-esposiblelapaz.blogspot.com.es/2015/05/un-fraudulento-duo-organizaciones.html
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2016.06.05 19:48 ShaunaDorothy EE.UU.: Cacería de brujas asesina “Delincuentes sexuales” marcados por el estado: Parias de por vida (Febrero de 2014)

https://archive.is/HdHvI
Espartaco No. 40 Febrero de 2014
Durante las últimas décadas, la policía sexual de este país ha capturado a cerca de un millón de personas. Se les encarcela, se les humilla públicamente y se les pone en peligro mediante los registros de “delincuentes sexuales” en Internet, se les rastrea con tobilleras de GPS, se les expulsa de sus propias comunidades y se les obliga a vivir bajo los puentes o en los bosques. Se han convertido en parias sociales, en los leprosos de la actualidad.
Incluso mientras el matrimonio gay —y los boy scouts (abiertamente) gays— son cada vez más aceptados, el esfuerzo de los gobernantes por legislar el sexo y la “moralidad” parece no tener fin. Su más reciente expresión es el frenesí azuzado contra un supuesto brote de incorregibles “depredadores sexuales”, especialmente los que supuestamente tienen como blanco a niños en Internet (es decir, un mundo fantástico) o a través de la pornografía (también pura fantasía). No hay tal epidemia; sin embargo, parece haber un gran número de policías infiltrados al acecho en los chat rooms. Se ha victimizado a miles sólo por mirar pornografía o por intentar comunicarse con otros, por no hablar del sexo consensual con menores, nada de lo cual sería un crimen en una sociedad racional.
Tal como ocurrió con la histeria de los años ochenta y noventa sobre las supuestas redes satánicas de abuso de menores en las guarderías, el depredador de Internet es un mito manufacturado por el gobierno y los medios. Incitando y manipulando el miedo y las actitudes sociales atrasadas, su finalidad subyacente es legitimar y fortalecer los poderes del estado capitalista. Mientras los políticos demócratas y republicanos sermonean sobre “proteger a nuestra niñez”, los imperialistas estadounidenses bombardean a niños en todo el mundo y millones pasan hambre incluso en este país, donde la tasa de mortalidad infantil llega al lugar 51 del mundo.
Entre las innovaciones legales más perniciosas, diseñadas para aumentar el control del gobierno, están las leyes federales que firmó el presidente demócrata Bill Clinton a mediados de los noventa y que le exigen a los delincuentes sexuales liberados que se registren en Internet y notifiquen a la comunidad su paradero. Otro estatuto le exige a las autoridades estatales que transmitan sus datos y huellas digitales al FBI para que éste forme una base de datos nacional. También está el “confinamiento civil”, que permite mantener a los prisioneros recluidos más allá del término de sus sentencias. Con estas leyes, los convictos de delitos sexuales se ven inmersos en un laberinto kafkiano de presunta culpabilidad, ostracismo social, castigos preventivos, miedo y violencia, frecuentemente de por vida.
Para Charles Parker de Jonesville, Carolina del Sur, y para su esposa, registrarse como delincuente sexual fue una sentencia de muerte. En julio, Jeremy Moody halló el nombre de Parker en el registro y ubicó su hogar en un mapa, se dirigió ahí y disparó y apuñaló a la pareja. “No he venido a robarte. He venido a matarte porque eres un abusador de niños”, dijo Moody, quien tiene la palabra “skinhead” [cabeza rapada] tatuada en el cuello. (Parker no había sido convicto por abuso de menores.) Posteriormente, Moody admitió que se preparaba para matar a otra persona que figuraba en el registro.
Un caso de estudio: Los Friedman
Hace poco volvió a las noticias el caso de Arnold Friedman y su hijo adolescente Jesse, documentado en la escalofriante película nominada al Oscar de 2003 Capturando a los Friedman. La película muestra cómo los dos hombres de Long Island, víctimas del abuso policiaco, la histeria de la comunidad y el sesgo judicial, fueron obligados a confesar en falso decenas de casos de abuso de menores que supuestamente ocurrieron en las clases de computación de Arnold, con la ayuda de Jesse. Un amigo adolescente de éste, Ross Goldstein, también fue condenado a trece meses de prisión tras ser obligado a confesar y a hacer acusaciones falsas contra Jesse.
Los cargos de esa cacería de brujas iban desde lo inverosímil hasta lo imposible. Como lo puso Jesse Friedman, un niño de diez años que asistía a las clases semanalmente alegó que había sido forzado a tener sexo anal u oral 30 veces en un periodo de diez semanas y —tras reinscribirse— fue violado 41 veces a lo largo del siguiente año. Entre lo que un cargo describía como abusos en grupo se incluía el “salto de rana”, en el cual Arnold y Jesse supuestamente sodomizaban a toda la clase de niños desnudos saltando de uno al otro. Pese a las historias de violencia física, abuso verbal y sexo forzado frente a toda la clase, no se presentó una sola evidencia: ni moretones ni ropa manchada de sangre. Ni uno solo de los padres expresó la menor sospecha hasta que la policía llegó a sus casas a interrogar a sus hijos.
El único hecho incuestionable es que en 1987 los agentes aduanales interceptaron un paquete dirigido a Arnold Friedman que contenía pornografía infantil, lo que llevó a la policía a allanar el hogar de los Friedman en el suburbio de Nueva York de Great Neck. La policía confiscó unas 20 revistas de pornografía infantil tomadas de varias partes de la casa y una lista de los niños que asistían a las clases de Arnold.
¡Al poseer pornografía infantil, Arnold Friedman no cometió crimen alguno! Fotografías, sexo de fantasía, entretenimiento: la pornografía no hace daño a nadie. ¿Cuántos de nosotros podríamos librarnos de la prisión si los “pensamientos desviados” se castigaran con cárcel? Al contrario de ciertos feministas y de los maoístas del Revolutionary Communist Party [Partido Comunista Revolucionario], quienes quisieran prohibir la pornografía sobre la espuria base de que provoca violencia contra la mujer, nosotros reconocemos que las leyes antipornografía dañan a todos al legitimar la censura y desatar la interferencia estatal en la vida privada. Nos oponemos a las leyes contra la pornografía y a las leyes contra los “crímenes sin víctimas”, como la prostitución, las drogas y las apuestas. ¡El gobierno debería sacar los ojos, oídos y narices de las alcobas y de las vidas privadas de la gente!
Según la retorcida lógica que esta sociedad promueve, Arnold Friedman, espectador de pornografía, debía ser por lo tanto un abusador de menores, por lo que fue condenado a una sentencia de diez a 30 años de prisión y murió en la cárcel en 1995, aparentemente por suicidio. Jesse recibió una sentencia de seis a 18 años tras las rejas. Lo liberaron en 2001 después de trece años, sólo para que comenzara una cadena perpetua de persecución legal y social.
Ya antes de que comenzara el juicio, las autoridades promovieron la noción de que cada uno de los estudiantes de Arnold debía ser considerado una víctima. Cientos de padres de familia histéricos se apiñaron en reuniones comunitarias exigiendo asesoría sobre cómo ayudar a sus hijos. Se les dijo que fueran a terapia. Años después, muchas supuestas víctimas testificaron respecto al terrible daño que sufrieron ellos y sus familias cuando el estado los obligó a inventar historias, y luego por la subsiguiente “terapia” basada en esas ficciones.
En 2013, la oficina del mismo fiscal que condenó a los Friedman revisó el caso en respuesta a una acusación de calumnia que el Tribunal de Apelaciones del II Distrito emitió en 2010. El tribunal escribió: “Aquí las actas indican una ‘probabilidad razonable’ de que Jesse Friedman fuera injustamente sentenciado”. Para la revisión de la fiscalía, Ross Goldstein (a quien los documentos legales se refieren como Kenneth Doe) habló por primera vez en 23 años. En un documento de nueve páginas dirigido al fiscal de distrito, afirmó: “Ninguno de los sucesos que Kenneth Doe supuestamente describió o que se atribuyen a él tuvo lugar en realidad”. Goldstein reunió a numerosos ex alumnos que hoy afirman que en las clases no ocurrió absolutamente nada y que la policía los intimidó para que rindieran falsos testimonios. Sin embargo (predeciblemente), el resultado del autoexamen fue que la oficina del fiscal se absolvió a sí misma de cualquier falta en el proceso.
La sexualidad infantil y el estado
El caso Friedman, una tragedia incesante para toda una familia, subraya varias cuestiones políticas importantes. El enfoque de la Spartacist League deriva de nuestra concepción marxista del mundo y nos enfrenta con el moralismo burgués y con frecuencia también con muchos grupos autodenominados socialistas. La sexualidad humana es muy amplia, pero su práctica está condicionada por cada sociedad particular. La sociedad burguesa estadounidense, con su componente de fanatismo religioso, destina una cantidad considerable de energía a delimitar los apetitos sexuales en nombre del orden social. Con sus policías, jueces y prisiones, la intervención del estado en las relaciones sexuales privadas tiene como fin imponer la moralidad que profesa la burguesía, y con frecuencia transforma una experiencia inofensiva y muchas veces positiva en una pesadilla. El estado burgués no es ni un árbitro neutral ni un protector de la ciudadanía; existe para asegurar la conservación del dominio capitalista.
La premisa de muchas leyes contra el sexo es que los niños son seres asexuales. De manera absurda, los púberes y los adolescentes con las hormonas desbocadas son considerados niños. De hecho, la sexualidad es parte de la constitución humana desde la infancia. Como discutimos con amplitud en el artículo “Unholy Alliance of Feminists and Christian Right—Satan, the State and Anti-Sex Hysteria” (La impía alianza de los feministas y la derecha cristiana—Satanás, el estado y la histeria antisexo, Women and Revolution No. 45, invierno-primavera de 1996), los niños son pequeños animales inquisitivos que en su camino a la madurez llevan a cabo experiencias y observaciones sexuales y de todo tipo. Tal como ocurre con otras especies de primates, el sexo entre los humanos tiene un amplio componente de aprendizaje. Hoy, en gran parte del país se le niega a la juventud el acceso oportuno a los métodos anticonceptivos y a la educación sexual, dejándola vulnerable a los embarazos no deseados y a las enfermedades de transmisión sexual. Si intenta actuar como la televisión e Internet le enseña, se mete en problemas.
Las leyes contra el estupro varían mucho de un estado a otro, pero todas criminalizan toda actividad que un tribunal considere sexual por el solo hecho de que un menor (alguien que no haya llegado a la “edad de consentimiento”) participe en ella, independientemente de si lo que suceda sea o no consensual. La ley mezcla deliberadamente el sexo consensual con el ataque sexual violento y con la violación. Cualquiera que sea hallado culpable de haber tenido sexo con un menor, o cualquier cosa considerada contacto sexual, se considera automáticamente un delincuente violento. La designación “depredador” puede aplicarse cuando un tribunal decide que una relación fue establecida o promovida con fines de “victimización”.
El único lineamiento para cualquier relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el entendimiento mutuo de las partes participantes— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual. Sin duda, determinar incluso lo más básico —por ejemplo, si un acto tuvo lugar realmente y si fue consensual— puede ser problemático a veces. Y ciertamente hay muchos casos en que la víctima de una violación o de un abuso violento puede recurrir a la ley. Al mismo tiempo, como alguna vez comentó el dramaturgo irlandés Brendan Behan en un contexto diferente: “Nunca he visto una situación tan terrible que un policía no pueda empeorar”. Además, desentrañar las cuestiones de la sexualidad humana del entramado de prejuicios sociales es casi imposible en esta sociedad dividida en clases y razas. Libre de la crueldad y la fría indiferencia que resultan de la búsqueda de ganancia, una sociedad socialista buscaría un enfoque científico a estas cuestiones difíciles.
Enciérrenlos...
Las leyes antisexo han creado una enorme masa de blancos potenciales, alimentando pesquisas con vastas sumas de dinero para trabajo encubierto y alentando procesos fraudulentos mediante el uso de oscuras invenciones siquiátricas y “testigos expertos”. En consecuencia, cada vez más víctimas caen en las fauces del sistema carcelario estadounidense, que ya es el mayor del mundo. Las cifras de la guerra contra los “depravados” sexuales se suman a las de la anterior “guerra contra el crimen” y a la continua “guerra contra las drogas”, eufemismos para nombrar la persecución legal racista que ha cuadruplicado la población carcelaria a cerca de 2.2 millones de personas al día de hoy, de las cuales casi la mitad son negras.
Desde los años setenta hasta hoy, el número de personas encarceladas como delincuentes sexuales se ha multiplicado. El libro Sex Panic and the Punitive State (Pánico sexual y el estado punitivo, University of California Press, 2011), de Roger N. Lancaster, aporta una investigación útil que describe el desarrollo de estos pánicos y muestra con precisión cuán vasto es el archipiélago de víctimas de la persecución sexual estatal. Lancaster escribe: “Nacionalmente, los casos reportados de abuso infantil saltaron de seis mil en 1976 a 113 mil en 1985 y a 350 mil en 1988: la cifra se multiplicó 58 veces en doce años”. Apuntando al terror irracional al “desconocido que acecha”, en un artículo publicado en el New York Times del 20 de agosto de 2011 titulado “Sex Offenders: The Last Pariahs” [Delincuentes sexuales: Los últimos parias], señaló: “El riesgo de que un niño sea asesinado por un depredador sexual desconocido es comparable al de morir fulminado por un rayo”. Lancaster también señala que “la mayoría de los perpetradores de abusos sexuales son miembros de la familia, parientes cercanos, amigos o conocidos de la familia de la víctima”.
Las cacerías de brujas antisexo han sido usadas para deshacerse de elementos básicos que los estadounidenses habían aprendido a considerar inherentes a la democracia, así como la “guerra contra el terrorismo” ha destripado toda una gama de derechos constitucionales. Como puede verse en el caso Friedman, lo primero que se pierde es la privacidad, seguida de la presunción de inocencia, cuando los acusados son satanizados. Luego se marca a los convictos de por vida. Hoy, cerca de 750 mil personas están en el registro de Internet que instituyó la “Ley Megan” de la era Clinton, promulgada tras el brutal asesinato de la pequeña Megan Kanka de siete años en un ataque sexual en 1994.
Al salir de la cárcel, Jesse Friedman —quien para empezar no había hecho nada— fue clasificado como “depredador sexual violento nivel III”, es decir, como alguien en alto riesgo de reincidir y como una amenaza a la seguridad pública. Como tal, tuvo que abandonar su casa tres veces. Con respecto a las restricciones de residencia, que le prohíben la proximidad con niños, escribió en su página web: “Si miras un mapa, te darás cuenta de que eso significa prácticamente cualquier parte. En algunos estados y ciudades se me prohibiría estar en cualquier lugar ‘donde se sabe que los niños se congregan’, incluyendo bibliotecas, museos, acuarios, playas e incluso eventos deportivos públicos”. “La Ley Megan”, escribió, “es el exilio social”.
Otros miles han sido convertidos en parias de manera similar. En Southampton, un destino vacacional para las celebridades neoyorquinas y los tiburones de Wall Street, unos 40 hombres convictos de diversos delitos sexuales se ven obligados a vivir en dos tráilers alejados de los centros habitados. Sólo uno de los tráilers tiene regadera y los que viven en el otro tienen que tomar el autobús dos veces por semana para ducharse.
La novela agudamente realista de Russell Banks, Lost Memory of Skin (La memoria perdida de la piel, HarperCollins, 2011), explora el horrendo mundo de los nuevos parias. El héroe es un joven tímido e ingenuo al que se le llama “el Chico”, cuyo fiel compañero y único amigo es su iguana Iggy. El Chico va a conocer a “brandi18”, con quien había tratado sólo por Internet, sólo para encontrarse con que en casa de ella lo esperan el padre de Brandi y cinco policías. Tras ser arrestado y condenado, se halla a sí mismo sin hogar, viviendo bajo un puente junto a otros “delincuentes sexuales”, pepenando comida de los basureros. En nombre de políticos que buscan un encabezado de prensa, la policía allana incluso ese lugar diminuto, sucio y semioculto, con resultados trágicos. A estos hombres del puente se les obliga implacablemente a recargar constantemente sus tobilleras de monitoreo:
“Toma media hora cargar completamente la batería del monitor, y durante esa media hora el Chico se siente íntimamente conectado a los demás millones de delincuentes sexuales, jóvenes, viejos y de otras edades...todos los cuales han conectado sus tobilleras electrónicas a contactos y están sentados en alcobas, salas y sótanos de casas, apartamentos y remolques, en estacionamientos, refugios de indigentes, parques públicos, aeropuertos, estaciones de tren, salas de espera, oficinas, en las trastiendas de restaurantes de comida rápida, bajo pasos a desnivel y puentes peatonales —como si todos ellos fueran hojas temblorosas en las ramas grandes y pequeñas de un vasto árbol eléctrico cuya sombra cubriera todo el país—”.
...y tiren la llave
Las diversas leyes estatales y federales de “confinamiento civil” que se han aprobado desde 1990 son una burla de la noción de “cumplir tu sentencia” y de la pretendida rehabilitación. Por ejemplo, la “Ley Adam Walsh de Protección y Seguridad de los Niños” de 2006 posibilita la detención indefinida de cualquier prisionero federal —incluso si nunca ha sido convicto de ningún delito sexual— que haya cumplido su sentencia pero sea considerado mentalmente “anormal” y se crea probable que cometa algún delito sexual en el futuro.
En el artículo “When the Feds Decide Who’s Sexually Dangerous” [Cuando los federales deciden quién es sexualmente peligroso], publicado en The Atlantic (20 de mayo de 2010), Wendy Kaminer señala: “Quienes confían en la burocracia federal y creen que los funcionarios usarán su poder adecuadamente, con imparcialidad y buena fe, pueden sentirse protegidos por él; a los demás debe preocuparles que el gobierno pueda detener ciudadanos indefinidamente, sin juicios con jurado, basándose en especulaciones sobre su futura peligrosidad”. Díganselo a los prisioneros de Guantánamo.
Bajo algunas leyes estatales, los sometidos a confinamiento civil pueden tener derecho a un proceso ante un juez, pero no a un juicio con la posibilidad de preparar una defensa. La mayoría no recibe “tratamiento” y prácticamente nadie obtiene algo de él. ¡Incluso se dio el caso de un hombre de Wisconsin de 102 años que no pudo someterse a tratamiento por fallas en la memoria y problemas de oído!
Hasta 2007, dos mil 700 hombres estaban recluidos en centros de confinamiento civil. Para escapar de las garras de estas instituciones penales/“terapéuticas” en las que se encuentran sepultados, algunos prisioneros incluso solicitan ser castrados, como lo relata el artículo “The Science of Sex Abuse” [La ciencia del abuso sexual] de Rachel Aviv (The New Yorker, 14 de enero de 2013). La primera persona detenida bajo la Ley Adam Walsh, Graydon Comstock, cuestionó la legislación en un caso ante la Suprema Corte en 2010. Aviv observa: “Para cuando el caso fue atendido, cuatro años después de que la sentencia criminal de Comstock expirara, él tenía ya 67 años y padecía del corazón, de diabetes e incontinencia. Ya dos veces había solicitado ser castrado, creyendo que la operación ayudaría en su caso, pero se le dijo que no estaba médicamente justificada”. En años recientes, la Suprema Corte ha refrendado diversos estatutos del confinamiento civil.
El poderoso análisis de Aviv de los horrores del confinamiento civil gira en torno al caso real de un soldado solitario llamado John, que se hizo amigo en un chat room de “Indy-Girl”. Sí, era un policía encubierto. El soldado, invitado a un tentador picnic al aire libre, rápidamente fue capturado por la Unidad Militar de Investigaciones y el FBI. John fue sentenciado a 53 meses en una prisión federal por poseer pornografía infantil y por “usar Internet para inducir a un menor a tener sexo”. Pero entonces fue cuando empezaron sus verdaderos problemas.
Tras salir en libertad condicional, John recayó y volvió a mirar pornografía con menores, por lo que rápidamente fue sentenciado a otros dos años en prisión. Seguía preso cuando el Congreso aprobó la Ley Adam Walsh, por lo que se le transfirió a una prisión médica de Massachusetts y, sin audiencia legal, se determinó que era de “alto riesgo”. Así pasaron cuatro años. En 2011 comenzó su audiencia de confinamiento civil. Al año siguiente, un juez dictaminó que John era demasiado peligroso para ser liberado y lo condenó a un “confinamiento terapéutico” indefinido en el sistema carcelario federal. Desde entonces sigue en ese limbo, donde una “terapia” diaria lo alienta a declarar cada vez más historias fantasiosas para ganarse la aprobación de los siquiatras, historias que sólo contribuyen a incriminarlo. Vivir en una tienda de campaña bajo un puente parece un destino preferible.
Nuevas brujas, nuevos inquisidores
En Estados Unidos, con su vena profundamente puritana y su insidioso racismo, la combinación de sexo y raza siempre ha sido usada como medio de control social. El mito del hombre negro depredador acosando a mujeres y niños blancos se conjuró para mantener aterrorizada a la población negra cuando la ley linchadora imperaba en el Sur de Jim Crow. Con frecuencia se ha recurrido a leyes antisexo para poner a hombres negros tras las rejas, incluyendo a celebridades como el boxeador Jack Johnson en 1912 y a Michael Jackson en 1994 y de nuevo diez años después.
Las cruzadas antisexo fueron una de las armas que se usaron para revertir las conquistas de las luchas por los derechos civiles y para apagar el descontento social de los años sesenta y principios de los setenta, especialmente el provocado por la Guerra de Vietnam. Tras tomar posesión en 1977, el gobierno demócrata de Jimmy Carter desató un asalto de reacción social interna mientras llevaba a la Casa Blanca el fundamentalismo religioso de los “renacidos”. Bajo el lema de los “derechos humanos” lanzó también la Segunda Guerra Fría del imperialismo estadounidense con el objetivo de destruir a la Unión Soviética.
La siguiente década presenció una de las cacerías de brujas más terribles y peculiares de la historia estadounidense: la histeria respecto al “abuso satánico” en las guarderías, que le arruinó la vida a cientos de hombres, mujeres y niños. El auge de esta cacería de brujas, que se extendió hasta principios de los años noventa, coincidió con la reacción reaganista —la cual, entre otras cosas, intentó enviar a las mujeres de vuelta a los hogares—. Se recortaron los fondos para el bienestar social y otros programas sociales, como las guarderías y preescolares para madres trabajadoras, provocando enormes dificultades y daños a las mujeres y los niños. El pánico del “abuso satánico” sirvió para encubrir un abuso real por parte del gobierno.
En el juicio más largo de la historia estadounidense, que se extendió de 1986 a 1990, el caso de la escuela preescolar McMartin, los niños testigos contaron historias de sacrificios animales, orgías, pasadizos secretos, mutilación de cadáveres y otras ficciones. El caso comenzó en 1983, y para el año siguiente el gran jurado había reunido 354 declaraciones que implicaban hasta 369 supuestas víctimas, mientras la policía anunciaba una enorme conspiración criminal. Más de 70 personas fueron condenadas injustamente. Mientras tanto, decenas de otros casos de “satanismo” barrieron el país, desde el condado de Kern en California, hasta Fells Acres en Massachusetts y la guardería Little Rascals de Carolina del Norte. En estos casos no se encontró evidencia alguna. Los acusados eran completamente inocentes, como señalamos entonces (a diferencia de prácticamente todo el resto de la izquierda) al defender a los trabajadores de las guarderías. Los Friedman fueron arrestados en medio de esa cacería de brujas.
Los liberales y feministas burgueses ayudaron a impulsar esa locura. Aunque se presentan como protectores de las mujeres y los niños, su remedio es pedirle al estado leyes más numerosas y más duras, así como más vigilancia policiaca. La versión más extrema de esa misma política fue el libro de 1975 de Susan Brownmiller, Against Our Will [Contra nuestra voluntad], famoso por su aseveración de que la violación es la principal forma en que todos los hombres controlan a todas las mujeres. Su propuesta: más mujeres policías.
En los años setenta y ochenta, los florecientes escuadrones de dios, dirigidos por gente como el fundamentalista católico Patrick Buchanan y el líder de la Mayoría Moral Jerry Falwell, se movilizaban contra el aborto y declaraban que el sida era un castigo de dios a los gays. Mientras los fanáticos de derecha sitiaban las clínicas de aborto, los feministas apuntaban contra la pornografía y un imaginario abuso satánico. Al impulsar este programa antisexo, los “progresistas” entablaron una alianza temporal con los evangélicos.
El estado respondió gustoso. En 1974, el demócrata Walter Mondale promovió la Ley de Prevención y Tratamiento del Abuso Infantil, que obligaba a los terapeutas, maestros y trabajadores sociales a informar a la policía de cualquier indicación de abuso. Así, se suponía que cientos de miles de educadores y trabajadores sociales actuarían como auxiliares de la maquinaria de represión del estado capitalista. En los años ochenta, el procurador general de Reagan, Edwin Meese, lanzó una gran campaña contra la pornografía, con bastante ayuda de sus aliados liberales. Con Internet, las cosas no hicieron sino empeorar. En los últimos quince años, las sentencias federales por posesión de pornografía infantil han aumentado en extensión más de 500 por ciento y pueden ameritar hasta cadena perpetua, la sentencia que suele darse al homicidio en primer grado.
Entre las feministas más prominentes que impulsaban las reaccionarias campañas antiporno estaba la fundadora de la revista Ms., Gloria Steinem, quien empezó su carrera como informante de la CIA. La despreciable Steinem también se subió con furor al tren del ritual satánico y la memoria reprimida. A mediados de los ochenta financió una excavación que los padres de familia de la escuela preescolar McMartin realizaron en busca de los (inexistentes) túneles y calabozos de los que habían hablado sus hijos bajo coerción. En 1993, Ms. salió con el encabezado: “El abuso ritual de las sectas existe —¡Créanlo!”.
En 1995, Steinem narró el documental de HBO The Search for Deadly Memories. Los apócrifos “recuerdos recuperados” de abuso cumplieron una función perniciosa en numerosos casos. Estos “recuerdos reprimidos”, como los llaman los trabajadores sociales fraudulentos, son la versión secular liberal de la histeria religiosa. Como materialistas convencidos, no nos lo creímos. Como señalamos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”, las técnicas que supuestamente revelan traumas reprimidos han demostrado ser excelentes para inducir recuerdos falsos, especialmente en niños pequeños y susceptibles. En ocasiones, es la policía quien implanta los supuestos recuerdos en el curso de los interrogatorios, como ocurrió en el caso Friedman. Los traumas verdaderos realmente trauman a la gente, que tiende a recordarlos.
El sexo, el matrimonio y la familia
¿Cómo es que la expansión de la tolerancia (salvo en reaccionarios endurecidos y fanáticos religiosos) respecto al matrimonio gay puede coexistir con una implacable cacería de brujas antisexo? Esto se debe a que el matrimonio, un contrato legal, es uno de los principales sostenes sociales del estado burgués. En una presentación el pasado mayo, David Thorstad, quien en 1978 estuvo entre los fundadores de la North American Man/Boy Love Association (NAMBLA), señaló la desbandada del movimiento radical gay:
“El anterior desafío a la heterosupremacía, dirigido a liberar la sexualidad reprimida de todos, ha sido remplazado por un enfoque conservador y convencional por la aceptación de la sociedad capitalista heterosupremacista. Donde esto es más obvio es en la búsqueda del matrimonio y la participación abierta en instituciones opresivas como el ejército, así como los llamados a fortalecer las fuerzas represivas del estado mediante las leyes contra los llamados crímenes de odio”.
Así, en la búsqueda de la respetabilidad burguesa, las marchas del orgullo gay acogen contingentes de policías gays, cuyo trabajo incluye el arresto de “delincuentes sexuales”. Mientras tanto, los organizadores de las marchas vetan a organizaciones como NAMBLA, que llama por la despenalización de las relaciones consensuales entre hombres adultos y menores de edad.
A diferencia de los feministas, el establishment gay y, asquerosamente, la mayor parte de la izquierda “socialista”, nosotros siempre hemos defendido a NAMBLA y a sus miembros tanto de la represión estatal como de la victimización por parte de los patrones. Se trata de algo más que una cuestión de “libertad de expresión”. Muchísimos jóvenes, torturados y confundidos por sus propios sentimientos, en conflicto con la severidad represiva de esta sociedad, encontrarían reconfortante hablar de estas cosas con personas más experimentadas, como lo han hecho generaciones anteriores. En esta época, sin embargo, tener cualquier tipo de intimidad intergeneracional es jugar con fuego.
En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [Juventud, sexualidad y la izquierda], Sherry Wolf de la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se sumó al linchamiento de Thorstad acusándolo de ser “el más constante y sonoro defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Conservando la premisa reaccionaria de las leyes de la edad de consentimiento, Wolf cita su libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation [Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT]: “Es incongruente que un niño dé verdadero consentimiento, libre de la desigualdad de poder, a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, los adultos y los niños no se enfrentan como iguales en lo emocional, lo físico, lo social o lo económico. Los niños y los adolescentes más jóvenes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder necesarios para tomar decisiones verdaderamente libres en sus relaciones con los adultos. Sin ello, no puede haber verdadero consentimiento”.
No importa que la mayoría de las relaciones entre adultos no cumpla con este criterio de consentimiento. En cuanto a la afirmación de Wolf de que “los adolescentes maduran a distintas edades”, ¿quién debe determinar la edad adecuada para la actividad sexual en una especie en la que esta edad ha estado, durante el 99 por ciento de su existencia, muy por debajo de la supuesta “edad de consentimiento” de la actualidad? Bajo el inhumano status quo capitalista, se asume que es el estado. Para los comunistas, es el ABC el oponernos a la intervención del gobierno en la vida privada de la gente y defender a cualquier grupo que luche por aumentar la libertad en las relaciones sexuales. Esto es una expresión del ideal de la vanguardia leninista como tribuno del pueblo. La ISO y cía. bailan a un son diferente, acomodándose a los valores burgueses y a la cacería de brujas contra aquéllos cuyas proclividades sexuales se consideran verboten [prohibido, en alemán en el original].
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884), Friedrich Engels rastreó el surgimiento simultáneo de la familia y el estado como medios que la clase propietaria usó para consolidar y reproducir su poder cuando emergió de la sociedad humana primitiva. La monogamia de la esposa era necesaria para asegurar la paternidad para la transmisión hereditaria de la propiedad. Actualmente, la familia sigue siendo la principal fuente de opresión de la mujer. A los niños, la familia debe imbuirles la sumisión y el respeto por la autoridad, lo que frecuentemente engendra frustración y violencia. Como escribimos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”: “Las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos, como la nuestra, claramente no encajan con la rígida monogamia heterosexual que constituye el fundamento ideológico de la institución de la familia, reforzada por la religión organizada”.
La mayor parte del terrible daño que se inflige a los jóvenes y las mujeres tiene lugar en el seno de la familia. Sin embargo, en esta sociedad capitalista, la familia suele ser lo único que le queda a uno. Son escasos los servicios alternativos que la sociedad provee para criar a los hijos o cuidar a los enfermos y a los ancianos.
El fanatismo antisexo y la perversa persecución estatal persistirán mientras imperen la propiedad privada y la producción por ganancias. El estado capitalista no puede ser reformado para que sirva a los intereses de los explotados y los oprimidos. Debe ser barrido y sobre sus ruinas debe erigirse un estado obrero basado en la expropiación de los medios de producción. Para erradicar la opresión de la mujer y de los homosexuales, se requiere construir una sociedad socialista donde las funciones de la familia sean colectivizadas —guarderías y cocinas comunales, atención médica gratuita y de calidad, etcétera— liberando a la mujer de la carga de la crianza de los niños y de la esclavitud doméstica. En cuanto a lo que una sociedad racional conservaría de las relaciones sexuales, y de las relaciones sociales en general, los marxistas compartimos la amplitud de la visión que expresó el fallecido Gore Vidal (a quien tanto echamos de menos) en su artículo “Pink Triangle and Yellow Star” (Triángulo rosa y estrella amarilla, The Nation, 14 de noviembre de 1981):
“Cualquiera que sea el arreglo al que llegue la sociedad del futuro, debe reconocerse que los niños que lo necesiten serán criados con bastante más cuidado que hoy, y que a los adultos que no deseen ser padres ni madres debe dejárseles en paz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/40/delincuentes.html
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2015.09.29 13:19 qryq Rusia ataca al yihadismo islámico en todos sus frentes en Siria.

La Fuerza Aérea Rusa desplegada en Latakia comenzaron ayer por la noche fuertes bombardeos contra las posiciones y rutas de suministro del Estado Islámico, todo esto conjuntamente con la Fuerza Aérea Siria que también está empezando a usar los nuevos aviones Rusos para pilotarlos en un futuro sin ayuda Rusa.
Zonas que fueron y son bombardeadas
Al-Raqqa - Los primeros y más importantes bombardeos fueron contra la ciudad de al-Raqqa bastión de ISIS y donde se encuentran los grandes almacenes subterráneos de armamento, también fueron bombardeadas las rutas de suministro que usa el ISIS que pasan por las afueras de la ciudad, llegando desde Turquía hacia Siria e Irak por una de las mas grandes carreteras que pasan a lo largo del Río Éufrates, esta carretera es la yugular del ISIS sin ella no podrían suministrar armamento ni nuevos combatientes ni a Siria ni a Irak.
Deir ez-Zor - Los bombardeos también se centraron en ayudar a las tropas del Ejército Árabe Sirio que se encuentran rodeadas por el Estado Islámico en la ciudad controlando así el aeropuerto y todas las bases militares y que el ISIS intenta apoderarse sin éxito.
Homs - Palmyra - El Ejército Árabe Sirio tomó hace 2 días las antenas de comunicación y el castillo de Palmyra cerca de la ciudad y las ruinas, ahora se preparan para un asalto a la ciudad y la fuerza rusa y siria bombardearon a los terroristas del ISIS que se concentran en toda la zona para intentar repeler la ofensiva.
Todos estos bombardeos se centraron especialmente contra el Estado Islámico dejando un mínimo de 150 terroristas muertos y destruyendo armamentos, vehículos, tanques y bloqueando así el libre movimiento del ISIS por las zonas que controlan.
En un solo día los Bombardeos coordinados rusos y sirios impactaron de forma más brutal al ISIS que un año de "bombardeos" de la supuesta coalición liderada por EEUU, y que durante todo este tiempo no han hecho nada más que hacer un ridículo paripé.
Siria - Latakia - Rusia construye a toda prisa nuevas bases para Helicópteros, mientras que los Mi-17 son aterrizados en terrenos improvisados.
Rusia ya ha comenzado los bombardeos contra el ISIS y el control de los movimientos terroristas por toda siria con drones UAV. En estas nuevas bases Rusas también está colaborando conjuntamente Irán que está desplegando tropas y material militar.
Aviación rusa ataca al ISIS en el este de Alepo
Por primera vez desde su llegada a Siria, la fuerza aérea rusa lanzó una serie de ataques aéreos en la campiña oriental de la gobernación de Alepo, apuntando contra las posiciones del Estado Islámico (ISIS) a lo largo de la autopista Alepo-Deir Hafir mientras el Ejército Árabe Sirio (EAS) atacaba al grupo terrorista en el terreno.
El jueves por la mañana, el Ejército Árabe Sirio - en coordinación con las Fuerzas de Defensa Nacional (FDN) - realizó un poderoso asalto a las posiciones del ISIS en Ayn Sabl, dando como resultado la captura del perímetro suroeste de esta ciudad que se encuentra al este de Tal Rayman y Al-Salijiya.
Ayudando a las fuerzas sirias desde los cielos estaba la fuerza aérea rusa que, según los informes, atacó las posiciones ISIS en el este de Alepo con notable precisión y ferocidad implacable. Estos ataques aéreos también marcan la primera vez que Rusia participa físicamente en los cuatro años de conflicto sirio.
La fuerza aérea rusa también fue vista volando por encima de las gobernaciones de Damasco Campo, Latakia y Hama el jueves por la mañana, pero todos sus aviones regresaron nuevamente al Aeropuerto Militar de Hmamiyat en la ciudad costera siria de Jableh.
Según un oficial de alto rango en el Ejército Árabe Sirio, estos ataques aéreos rusos fueron coordinados con la Fuerza Aérea Árabe Siria, que lanzó sus propias incursiones a lo largo de la carretera Raqqa-Deir Ezzor.
Rusia anuncia envío de buques de guerra a las costas sirias
Varios barcos rusos, encabezados por el crucero de misiles Moskva, han abandonado las aguas territoriales del país euroasiático para dirigirse a la costa de Siria, en el mar Mediterráneo. “De acuerdo con el plan de la preparación de las tropas aprobado a finales de 2014, en la zona oriental del Mediterráneo está programado para este período un ejercicio del grupo naval de la Armada rusa, conformado por el crucero portamisiles Moskva, el patrullero Smetlivi, el buque de desembarco Saratov y buques auxiliares”, indicó el jueves el Ministerio de Defensa de Rusia mediante un comunicado.
El texto precisa además que el portamisiles Moskva ya ha salido de la ciudad portuaria de Sebastopol, situada en Crimea, y se dirige ahora hacia los estrechos del Bósforo y los Dardanelos, en Turquía.
Latakia saluda a los "hermanos rusos"
En el hall el Hotel Meridien de Latakia, cinco rusos están sentados a la mesa en medio de varias familias sirias que disfrutan de la fiesta musulmana del Eid al Adha. "Somos visitantes. Es todo", dijo uno de ellos a AFP. "Se dice que son pilotos de aviones de transporte. Los únicos turistas que hay ahora aquí son sirios", señaló un responsable del hotel.
Los habitantes de esta ciudad costera, un feudo de apoyo al presidente Bashar al Assad, han recibido de una forma entusiasta las noticias de los medios internacionales sobre la llegada de los militares rusos a su región. "Cada mañana, de 6 a 7 horas, veo pasar varios aviones rusos y verdaderamente me siento tranquilo", dice Ahmad, de 50 años, que vive cerca del aeropuerto civil y militar de Bassel al Assad, al sur de Latakia.
Para un experto de Latakia, que habló bajo la condición del anonimato, "todo el material ultrasofisticado es operado por los rusos, como por ejemplo la guía de los drones. Son ellos también los que entrenan a los pilotos sirios".
"Hace tres días, dos cohetes cayeron sobre el aeropuerto. Los rusos detectaron inmediatamente el lugar del lanzamiento, situado a 20 kms de la base, y dos aviones despegaron para reducirlo a cenizas", añadió.
A excepción de un soldado en uniforme, ninguna actividad era visible en el exterior del complejo militar sirio de Al Sanubar, situado en medio de un bosque de pinos, al norte del aeropuerto.
Sin embargo, la presencia rusa está en el centro de todas las conversaciones. "Eran amigos y ahora se han convertido en hermanos, mucho más que muchos árabes. Antes, Rusia nos defendía diplomáticamente y ahora nos protege militarmente", señaló Rima, una estudiante de 25 años.
"No hay nada más maravilloso cada mañana que beber un café y fumar una narguila en mi balcón mientras escucho el ruido de los aviones rusos", dijo Nafaa, un comerciante de 46 años que vive en Sharashir, a 3 kms del aeropuerto.
Sentado en un café del barrio de Sheij Daher, Fadi, un ingeniero de 40 años, se muestra también muy contento con los rusos. "Yo soy laico y pertenezco a una minoría religiosa. (La presencia de los rusos) es la mejor cosa que puede ocurrir, puesto que ellos van a impedir a los extremistas avanzar e incluso van a conseguir derrotarlos", señaló.
Latakia está habitada, en su mayor parte, por alauíes, un grupo religioso que apoya al Estado sirio. Más de la mitad de la población de la ciudad, 400.000 habitantes, son miembros de esta confesión.
"La implicación militar rusa significa un giro decisivo", declaró un alto responsable sirio a AFP. "Rusia ha demostrado que no hay solución sin Bashar al Assad y que hace falta implicar a su ejército en la guerra contra el EI".
Él indicó que "Moscú quiere recordar a EEUU que sus relaciones con Siria datan de hace más de 50 años y que este país está bajo su zona de influencia. Es también un mensaje a los países de la región de que Rusia busca convertirse en un actor principal":
Portaaviones chino atraca en base rusa en Siria
El portaaviones chino Liaoning (CV-16) atracó el pasado sábado en Siria, en la base militar de Rusia en la provincia de Tartus. El portal Web israelí DEBKAfile, en su informe más reciente, publicado este sábado, revela que el portaaviones chino Liaoning, un buque de misiles teledirigidos de la Armada de China y un número de tropas, han llegado a Tartus, donde Rusia tiene una base militar y ha estacionado varios de sus submarinos y buques de guerra.
El mencionado medio israelí confirma que Liaoning es el mismo buque chino que anteriormente se dijo que viajaba rumbo a las costas de Tartus en Siria. No se sabe cuántas aeronaves militares transporta el portaaviones CV-16 —se cree que varios cazas polivalentes chinos modelo Shenyang J-15— además se espera que en las próximas semanas lleguen más aviones de este tipo.
Según DEBKAfile, la Fuerza Aérea china enviará al menos un escuadrón de dichos aviones de combate: una parte se estacionará en el Liaoning y otra tendrá que despegar desde la base militar de Rusia en la provincia noroccidental de Latakia.
Este movimiento de tropas, junto con el aumento de la presencia militar de Rusia en Siria, pone en peligro la posición estratégica y militar del régimen de Tel Aviv, asegura el DEBKAfile.
Las fuentes militares de dicho medio israelí aseguran que China busca mantener una larga presencia militar en Siria, y por ello próximamente llegarán a Siria 1 000 marines chinos, helicópteros antisubmarinos Z-18F y para el transporte de tropas modelo Z-18J.
Hasta el momento no ha habido ningún comentario por parte del Gobierno ruso, chino o sirio sobre este informe. De ser confirmada la información, sería la primera vez que China se involucra, de manera directa, en la crisis de Siria.
Rusia envía diariamente a Siria un avión con armamento y tropas
Rusia envía diariamente a Siria un avión de transporte militar cargado con tropas y armamento, revela una fuente militar entrevistada el sábado pasado por la agencia AFP.
Desde hace dos semanas y hasta el sábado por la mañana, un avión de carga ruso aterriza cada mañana en la base militar de Hmeimim (en la provincia noroccidental de Latakia)", ha dicho una fuente militar.
Según la fuente, estas aeronaves militares de carga llevan los colores de la bandera rusa y transportaban armamento y personal militar, y posiblemente también tropas rusas. Rusia está construyendo una nueva base militar en Latakia, cerca de Hmeimim.
La fuente añade que, cuando los aviones aterrizan, varios camiones de medio tonelaje descargan y transportan la carga de las aeronaves fuera del aeropuerto, pero no especifica el destino final del cargamento.
También, asegura, varios cazabombarderos acompañan a estos aviones para protegerlos. No ha especificado el modelo de los aviones de carga o los cazabombarderos pero las fotos y los videos divulgados muestran aviones de carga modelo Ilyushin Il-76MD y cazabombarderos Sukhoi Su-24.
Iraq autoriza a los aviones sirios a atacar convoyes del EI en su territorio
Según el periódico Al Quds al Arabi, que cita una fuente de confianza del mando del Ejército sirio, Damasco recibió hace unos pocos días una carta formal del Ministerio de Defensa iraquí en la que éste último manifiesta que Bagdad no vería con malos ojos que los aviones de la Fuerza Aérea siria penetren en el espacio aéreo iraquí para lanzar ataques aéreos contra convoyes terrestres del grupo terrorista EI que discurran por el territorio iraquí, cerca de la frontera entre Iraq y Siria.
Esta coordinación entre ambos países se produce en un momento en el que existen informaciones acerca de la llegada de modernos cazas rusos enviados por Moscú a Siria en los últimos días o la próxima llegada de los mismos en un próximo futuro, dentro del marco de la guerra que el Ejército sirio libra contra las organizaciones terroristas en grandes áreas del país.
El permiso iraquí indica que es la Fuerza Aérea siria asumirá un papel mayor de la lucha contra el terrorismo no sólo en la propia Siria, sino fuera del país también, y que ella podrá a partir de ahora realizar persecuciones en caliente dentro del territorio iraquí.
Fuerte bombardeo contra objetivos del EI en Raqqa
Este anuncio se produce poco después de que la Fuerza Aérea siria llevara a cabo su mayor ataque contra la ciudad de Raqqa, la capital del "califato" del EI y capital de la provincia del mismo nombre. Doce puntos de la ciudad han sido atacados causando un gran número de muertos y heridos en las filas de los militantes así como importantes daños materiales a sus cuarteles generales, incluyendo la sala de operaciones situada en una antigua guardería cerca de la Escuela de Yawad Anzur, donde todos los miembros del EI que estaban en su interior resultaron muertos.
Un taller para fabricar coches bomba y explosivos improvisados fue destruido también así como la sede del servicio de inteligencia del EI.
Posteriormente al bombardeo, militantes del EI cerraron las calles que conducían a los sitios bombardeados y registraron números cafés de Internet. Aparatos de la coalición liderada por EEUU han estado sobrevolando Raqqa para comprobar los daños causados por el ataque de la Fuerza Aérea siria.
Cese al fuego en Zabadani / Fuah y Kafraya
Las partes en conflicto han llegado a un acuerdo sobre todos aspectos relacionados con un alto el fuego total en Kafraya y Fuah, al norte de Idlib, y en Zabadani, Damasco campo.
El acuerdo, bajo supervisión de la ONU, incluye la retirada de los terroristas atrincherados en la ciudad de Zabadani, ya casi bajo control total del gobierno, y la evacuación de los civiles de las aldeas de Fua y Kafraya sitiadas por los terroristas en la provincia de Idlib.
Se pondría en práctica durante los seis meses, en los cuales habría un alto el fuego prolongado en estas áreas. La evacuación de heridos de ambos lados podría comenzar tan pronto como el viernes.
El acuerdo se produjo apenas días después de que fuerzas del gobierno sirio y Hezbolá, por un lado, y los insurgentes que luchan contra Siria, por el otro, acordaran un tercer alto el fuego en las zonas desde agosto.
El Ejército sirio lanzó ataque por sorpresa al este de Deir Ezzor
El miércoles por la mañana, el Estado Islámico (ISIS) se enfrentó a una de sus más serias amenazas en los últimos meses, cuando la Brigada 137 de Artillería de la División 17 de Reserva del Ejército - en coordinación con la Brigada 104 de la Guardia Republicana, las Fuerzas de Defensa Nacional (FDN), y los hombres de la tribu Shaytat lanzaron un ataque sorpresa al pueblo de Al-Khareetah en la provincia de Deir Ezzor.
Las fuerzas armadas sirias atacaron Al-Khareetah después de una exitosa campaña para asegurar las montañas de Al-Bardah ubicadas directamente al oeste de la capital de la provincia del Deir Ezzor, junto con la reciente captura de la colina estratégica de Tal Kroum al sur de la mezquita del distrito de Al-Hawiqah.
De acuerdo con un informes de campo de un miembro de la Guardia Republicana, el fuerzas armadas sirias y la tribu Shaytat eliminaron a unos 60 combatientes enemigos, mientras avanzaron hacia la ruta de suministro primaria del ISIS entre las gobernaciones de Raqqa y Deir Ezzor al este de Siria.
Al-Khareetah se asienta a menos de 20 kilometros al oeste de la pequeña carretera que conduce a la campiña de Homs este y a menos de 1 km al este de la imperativa autopista Raqqa-Deir Ezzor; si ambas autopistas son cortadas, la banda terrorista tendría completamente bloqueadas sus rutas de suministro primarias a Deir Ezzor.
Los sirios celebran la presencia militar rusa e iraní para combatir al terrorismo
Un alto comandante de las Fuerzas de Defensa Nacional de Siria ha saludado la ayuda militar de Teherán y Moscú a su país y ha asegurado que el grupo terrorista EI será pronto completamente eliminado por Rusia e Irán. “La poderosa presencia de Irán y Rusia erradicará al EI”, dijo Sheij Fayez Abdel Rahman Sheij Namis a Fars News el jueves.
Él dijo que la nación siria saluda la presencia de Rusia e Irán y aprecia la ayuda militar que ambos países prestan para combatir a los terroristas. “El pueblo sirio y el de Irán confían en Rusia e Irán más que en EEUU en la guerra contra el EI”, indicó Namis. Las Fuerzas de Defensa Nacional son formaciones civiles que luchan junto al Ejército sirio contra los terroristas.
Otros responsables sirios saludaron el apoyo militar de Irán y Rusia en la campaña contra el terrorismo.
“Siria saluda la asociación militar con Irán y Rusia en lucha contra el EI en Siria y asume los esfuerzos realizados por estos países que son legales y alejados de los dobles raseros y en línea con la salvaguardia de nuestra seguridad nacional”, dijo Yamal Rabih, un legislador sirio, a Fars News el domingo.
El ministro de Exteriores de Siria, Walid Muallim, dijo el jueves que Damasco podría pedir ayuda a Rusia para que esta última envíe tropas a Siria a luchar al lado de las fuerzas gubernamentales en contra de los grupos terroristas en el país, si fuera necesario.
Además, el embajador de Siria en la ONU, Bashar Yaafari, dijo anteriormente que Rusia tenía todo el derecho a llevar a cabo ataques aéreos contra el EI en el suelo del país.
El portavoz del Kremlin, Dimitri Peskov, afirmó el viernes que la participación de Rusia en las operaciones contra el grupo terrorista El en Siria podría ser discutida en un formato bilateral si tal petición era realizada.
“Si hubiera una petición, entonces naturalmente ella sería discutida y revisada en el marco de los contactos bilaterales y el diálogo bilateral. Es muy difícil de hablar de este tema de forma hipotética”, señaló Peskov.
Asimismo, Irán y Siria han suscrito también varios acuerdos de cooperación y consejeros iraníes han proporcionado asesoramiento a las tropas sirias en su combate contra los grupos terroristas.
EL PENTÁGONO ADMITE QUE ENTRENA A TERRORISTAS EN SIRIA
Insólita ADMISIÓN PUBLICA (con total impunidad) de lo que ya se sabía y EEUU negaba. Titulo principal de la agencia Reuters de ayer: REBELDES SIRIOS ENTRENADOS POR WASHINGTON ENTREGAN EQUIPOS A FRENTE NUSRA DE AL QAEDA. Y desarrolla la información más abajo:
"Rebeldes sirios ENTRENADOS por Washington entregaron parte de su equipamiento al Frente Nusra -relacionado con Al Qaeda-, a cambio de un paso seguro, dijo el viernes un portavoz del Ejército de Estados Unidos, en el más reciente golpe a los intentos por ENTRENAR A SOCIOS LOCALES para luchar contra el Estado Islámico.
Los rebeldes entregaron el 21 y 22 de septiembre seis camionetas y algunas municiones, cerca de una cuarta parte del equipamiento que se les concedió, a un presunto intermediario del Frente Nusra a cambio de un tránsito seguro, dijo en un comunicado el portavoz del Comando Central de Estados Unidos, coronel Patrick Ryder. Previamente, Ryder había dicho que todas las armas y equipamiento entregados a los rebeldes permanecían bajo su control".
A ver si DECODIFICAMOS esta sorprendente (e impune) declaración del Pentágono informada por Reuters. Primero, lo que el portavoz del Pentágono llama "REBELDES SIRIOS", no son rebeldes. Son TERRORISTAS MERCENARIOS que invadieron Siria con un plan del Pentágono y la inteligencia USA israelí y británica. La inmensa mayoría NO SON SIRIOS (provienen de Europa o de países musulmanes aliados de EEUU) Y no fueron entrenados por la CIA para LUCHAR CONTRA ESTADO ISLÁMICO. Son MERCENARIOS entrenados y financiados por EEUU y sus aliados árabes y europeos para DERROCAR AL GOBIERNO SIRIO de Bashar Al Assad. Y el ESTADO ISLÁMICO y Al Qaeda (entrenados por la CIA y el Pentágono) y el mosaico de GRUPOS TERRORISTAS (entrenados por la CIA y el Pentágono) que destruyen y asesinan en Siria son parte del MISMO PLAN. Responden a un mismo PATRÓN operativo, simulando actuar en trincheras diferentes.
Un plan MAQUIAVÉLICO con distintas facetas, que a veces chocan falsamente una con otra. La declaración impune del portavoz del Pentágono admitiendo que EEUU tiene a los terroristas BAJO SU CONTROL revela, solo en PARTE la VERDADERA REALIDAD que los analistas de la contrainformación vienen revelando con detalles desde que comenzara la INVASIÓN TERRORISTA a Siria. Mientras la prensa internacional del sistema solo "informa" la VERSIÓN OFICIAL de EEUU y sus aliados imperiales de la OTAN.
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2015.01.27 23:56 FRIMO1962 ENTREVISTA JOAN CANTARERO, CUATRO AÑOS INFILTRADO EN UNA ASOCIACION EMPRESARIAL DE BURDELES “Una fortuna del negocio de la prostitución va a un grupo minoritario ultraderechista”

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PRESENTACIÓN DE ANELA. Primera Asamblea Nacional de ANELA celebrada en Madrid en febrero de 2001. En el centro su secretario general técnico, José Luis Roberto El Cojo, que en 2002 fue elegido secretario general del partido España 2000.
Joan Cantarero publica Los amos de la prostitución en España (Ediciones B), libro que recoge cuatro años de intensa investigación periodística dentro de la ANELA. DIAGONAL conversó con él sobre la intensa relación entre la multimillonaria patronal de la prostitución y la extrema derecha.
DIAGONAL: ¿Qué lazos unen a la ultraderecha en el País Valenciano con el mundo de la prostitución?
JOAN CANTARERO: Las vinculaciones entre la extrema derecha y el mundo de la prostitución son muchas. Específicamente, las vinculaciones entre España 2000 y ANELA, la patronal de los empresarios del alterne son evidentes. El secretario general de España 2000, José Luis Roberto, es secretario general técnico de ANELA. En las elecciones municipales de 2003 fue cabeza de lista para el Ayuntamiento de Paterna. El número dos de esa candidatura, Anselmo Domínguez, más conocido como Rubén El Gallego es miembro de ANELA y ejerce como dueño de varios locales de alterne tales como Punto G y Las Palmeras en Castellón, La Rosa en Valdepeñas y otros muchos. Por otra parte está el abogado Manuel Salazar Aguado, casado con la hija del General Escandell, abogado del General Milans del Bosch durante el proceso a los golpistas del 23-F y a quien se le atribuye la redacción del bando militar de la asonada en la ciudad de Valencia. Asimismo, el suegro de Salazar ha sido defensor de generales de la Guardia Civil como Atarés, quien amenazó al ministro de Defensa de Suárez, Gutiérrez Mellado, ante cientos de testigos, civiles y militares. Los abogados de la ultraderecha juegan siempre el papel, especialmente en el mundo de la prostitución, de simples asesores. Salazar y Roberto presiden actos, a pesar de que los asesores no tienen que cumplir estas funciones. Evidentemente se lucran de la prostitución. El cuartel general de Roberto y Salazar está localizado en la sede de Levantina de Seguridad, sede muy conocida en Valencia, situada en el pasaje Ruzafa. En otra de sus sedes, en la calle Conde Altea, 1, puerta 22, está también ubicada la sede de la Central de Compras de ANELA, es decir, las oficinas donde se gestiona tanto la revista de ANELA (ANELA Actualidad) como la atención de los pedidos de los asociados: preservativos, sábanas, bebidas isotónicas o cualquier otra actividad. Es evidente que no solamente tienen relación sino que, además, se lucran. El 50% de los ingresos de la Central de Compras de ANELA van a parar directamente a manos de Roberto y de José Roca.
D.: ¿Quién es José Roca y qué actividades empresariales desarrolla?
J.C.: Roca es el jefe de márketing de ANELA. Es un individuo sin estudios, vive en Lloc Nou d’En Fenollet, cerca de Xàtiva, donde fue concejal del Partido Popular, y gestiona la empresa Roca Asesores (situada en la calle Hugo de Montcada), que administra, entre otras cosas, las webs de muchos clubs de alterne, la de Levantina de Seguridad, la web de ANELA y la de España 2000. Es el responsable último de todos los chats y fórums de estas páginas de extrema derecha y se encarga de toda la propaganda de España 2000, incluidos los carteles y demás materiales de promoción de las manifestaciones xenófobas que organiza el partido de Roberto. Precisamente Roca es el autor del cartel de la manifestación racista de Ruzafa que ha llevado al banquillo al líder ultra [Ver artículo contiguo]. Además de gestionar algunas páginas pornográficas también está relacionado con webs sobre vale-tudo y también se encarga de escribir las crónicas sobre los actos “heroicos” de los vigilantes de Levantina de Seguridad publicadas por el diario Las Provincias.
D.: ¿Qué otros individuos completan el organigrama de la asociación?
J.C.: Roberto coloca de jefe de márketing a José Roca. El jefe de los servicios médicos es Javier Ruíz Sanhauja, analista clínico con despacho en la calle Ángel Guimerá, pared con pared con el Sindicato Independiente, sindicato vertical dirigido por gente de la ultraderecha íntimos de Roberto. Ruíz Sahauja también es militante de España 2000. Por cierto, su hermano, que se dedica a la construcción, es directivo del club de fútbol Levante U.D. La estructura técnica de funcionamiento de la asociación se solapa con la de Levantina de Seguridad. Las secretarias de Roberto son las encargadas de la intendencia de ANELA que se hace desde el propio despacho de Roberto. Por otra parte, está Manuel Nieto como responsable de los servicios jurídicos en Cataluña, un miembro de la Policía Judicial de Barcelona, ahora en ‘segunda actividad’. Iván Domingo, pareja de María Roberto [hija de José Luis Roberto y abogada del emporio empresarial paterno] es contratado como director comercial.
D.: Roberto argumenta habitualmente que su presencia en el mundo de la prostitución se limita a la asesoría técnica. ¿Qué asuntos gestiona?
J.C.: Las cosas no son como las pintan. En un momento dado nos dimos cuenta de que quien controlaba todo, realmente, no era Pablo Mayo (presidente de ANELA), sino José Luis Roberto. El jefe de tesorería, Marcos Montoya, no había visto un libro de cuentas en su vida. La única tarjeta de crédito que tiene la asociación es de la cuenta del Banco Sabadell, es una Visa Oro a nombre de José Luis Roberto. El único que tenía capacidad de disponer de las cuentas era Roberto, que es secretario general técnico. El tesorero no tenía capacidad para acceder a las cuentas. No sería hasta el año 2004 cuando se legaliza oficialmente la asociación y el Banco Sabadell requiere a José Luis Roberto para que comparezca en el banco con el tesorero para firmar el apoderamiento y así permitirle seguir actuando como único usuario de la cuenta de la asociación. Esto se hizo en la oficina principal del Banco Sabadell en la ciudad de Valencia y yo fui testigo. Cuando ves cómo funciona la historia, empiezas a entender que esto no es como te imaginas.
D.: De hecho, en el libro narras cómo el cerebro de la creación de ANELA es el propio Roberto...
J.C.: En definitiva el que pare la idea es José Luis Roberto, rodeándose de abogados y de personal de la ultraderecha. Cuando se registra ANELA oficialmente en febrero de 2001, Eduardo Arias se encarga de la gestión. Arias es dirigente de la Falange Española y representante de Roberto en Madrid. Tras la constitución de esta asociación aparecen toda una serie de personajes de afinidad ideológica dentro de ANELA y personajes que nada tienen que ver con la ultraderecha pero que forman parte de la dirección de la asociación. A partir de ahí se da forma a la junta directiva de ANELA, formada exclusivamente por empresarios de locales de alterne, a excepción de Roberto, que es secretario general técnico, una especie de director adjunto de total confianza del presidente, en este caso Pablo Mayo, propietario del famoso burdel El Romaní. José Luis Roberto, aun no siendo dueño de un burdel tiene un cargo que le habilita dentro de la organización para ostentar la máxima representación. Para los dueños de los burdeles, los máximos enemigos son la policía y la Guardia Civil. Pero si se presenta un señor que sostiene que en su despacho trabajan policías y guardias civiles, que tiene medallas al mérito militar, esta banda de proxenetas, prácticamente analfabetos, se piensan que acaban de contratar al hombre de la ley. Es un hecho único en el Estado español, y probablemente en el resto del mundo, que se unan en una asociación los dueños de los burdeles. Esto demuestra una gran inteligencia empresarial por parte de Roberto. Estamos hablando además de gente con mucho dinero.
D.: ¿Cuánto dinero se puede llevar José Luis Roberto del negocio de la prostitución?
J.C.: Roberto se lleva aproximadamente 75.000 euros solamente por los asociados cada año. De los 300.000 euros que obtiene ANELA por los análisis clínicos de las prostitutas, el 50% se lo llevan Roberto y Roca. El restante 50% es para el funcionamiento de la asociación, por tanto es el propio Roberto quien decide en qué se gasta. Lo pintes como lo pintes todo pasa por Roberto.
D.: ¿En qué beneficia este negocio a los ultraderechistas valencianos?
J.C.: Da mucho trabajo en la asociación a gente de España 2000, a policías, a ex policías, a ex guardias civiles, que están al servicio de los asociados, aunque se cobra aparte. En definitiva, esta fortuna va a parar a un grupo minoritario ultraderechista liderado por cuatro o cinco personas que apenas obtiene mil votos en Valencia. Mucho dinero para poca gente...
D.: ¿Cómo fue la creación y puesta en marcha de ANELA?
J.C.: Durante el año 2000, ante el incremento de las actuaciones policiales, un grupo notable de abogados dirigidos por Roberto, que incluye a Manuel Nieto, se cita en Madrid en octubre de 2000 con dueños de burdeles para llevar a cabo un plan. Roberto consigue lo que no había conseguido nadie: convencer en una asamblea a los abogados del sector para que éstos convenzan a sus clientes del sector para proponer la posibilidad de crear una gran asociación, que plante cara a la administración y tenga cierto peso sectorial a la hora de reivindicar sus intereses
D.: ¿Las contradicciones evidentes entre su discurso y sus negocios no les causa problemas?
J.C.: En la primera reunión a la que me convocaron, me encontré a Pablo Mayo, a su socio, a Roberto, a Salazar y a Javier Martínez, jefe de sucesos del periódico Las Provincias, ultraderechista y amigo íntimo de Roberto. Yo no entendía muy bien lo que pintaba yo allí, porque en estos tiempos de chaqueteros yo nunca he cambiado ideológicamente y ellos lo sabían. Pero es que ellos cuando quieren montar un negocio les da igual absolutamente todo, incluida la ideología. La ultraderecha más conservadora evidentemente rechaza el comportamiento de Roberto y lo que representa España 2000. De hecho, la ultraderecha está dividida por el lucro y disfrute de la prostitución. La de Roberto no encuentra problemas de ningún tipo en pedir prostitutas extranjeras a pesar de sus campañas contra la inmigración. Esto le crea enfrentamientos con otros colectivos de la ultraderecha que rechazan este tipo de comportamientos. De todas maneras, Roberto no diferencia muy bien la militancia política de sus negocios, además le encanta que se hable de él, aunque se hable mal.
CUATRO AÑOS Y MEDIO DE INVESTIGACIÓN Joan Cantarero ha llevado a cabo una intensa actividad en el campo de la investigación periodística. Hace veintidós años publicó en el diario Levante-EMV el reportaje “Prostitución de niñas en Valencia”, que llevó a prisión a una treintena de personas, entre ellos constructores y políticos, por su implicación en una trama de prostitución de menores. Ha trabajado en diferentes periódicos y revistas. Es director de la Agencia de Investigación Periodística Documentos TV, que realiza trabajos, documentales y reportajes en diversos programas de televisión así como en publicaciones internacionales. Su reportaje Los amos de la prostitución tienen un plan, publicado en diciembre de 2000 en Interviú gustó a los empresarios de los burdeles, y querían más. “Les encantaba que fuesen periodistas de Interviú quienes se ocuparan de su representación ante los medios de comunicación. Hace 15 años que buscábamos eso”. Esto permitió al periodista tener una relación de tú a tú con algunos de los principales capos del negocio de la prostitución en el Estado español. “No les importó tener un periodista de izquierdas; pensaron que iban a tener un pelele a su sueldo, pero se equivocaron, sabíamos lo que hacíamos y lo que realmente buscábamos”. Empezaron a recorrer toda la geografía peninsular prestando servicios en el campo de la comunicación a los asociados de ANELA. “Al cabo de un año empezamos a ver que las cosas no eran como se pintaban, ya no era Pablo Mayo quien controlaba, sino José Luis Roberto”. “A partir del año 2002 empezamos a grabar asambleas y reuniones, guardando documentos y fotografías y escondiendo todo este material”. Y así continuaron hasta que en 2005 la situación se vuelve insostenible tras el reportaje de Mercedes Milá sobre el vale-tudo -cuyas imágenes grabó el equipo de investigación de la agencia que dirige el periodista-, y el propio Roberto, absolutamente desquiciado, presionó a los dirigentes de ANELA para deshacerse de Cantarero.
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